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Para estudioso, Gonzaga mapeou cultura nordestina com música

13 dez 2012 - 10h14
(atualizado às 10h15)
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Para o cantor e compositor Sergival, que nos dias de hoje apresenta, na Rádio Nacional do Rio de Janeiro, o programa Puxe o Fole, Luiz Gonzaga foi o responsável pela construção da identidade do sertanejo da região nos meios de comunicação de massa.

Luiz Gonzaga completaria cem anos de idade se estivesse vivo
Luiz Gonzaga completaria cem anos de idade se estivesse vivo
Foto: Reprodução

"A imagem do nordestino projetada através do seu figurino - chapéu de couro, inspirado em Lampião, a jaqueta de couro, inspirada no vaqueiro, as alpercatas de couro, os embornais - todos esses elementos constituíram a grande contribuição de Luiz Gonzaga para popularizar o Nordeste como um todo no País", relata.

Estudioso da obra do artista, Sergival ressalta que ele e seus parceiros, como Humberto Teixeira e Zé Dantas, mapearam a cultura popular nordestina e a própria região geográfica nas letras de suas músicas ."Os animais, os pássaros, os rios e outros elementos citados nas letras retratam o cotidiano do nordestino, a agricultura de subsistência, a vegetação, a seca. E aí ele entra na questão social, nos reflexos da seca", acrescenta.

O trio musical formado por sanfona ou acordeon, zabumba e triângulo também foi uma criação de Gonzaga. "Além da intuição de ter um instrumento grave e rítmico, que é a zabumba, um agudo, que é o triângulo, e a sanfona fazendo a harmonia e os solos, havia a facilidade que essa formação permitia para as turnês que ele fazia pelo Brasil inteiro".

A formação musical facilitava a mobilidade, exigia cachê menor, poucos músicos, além de mostrar os instrumentos típicos do Nordeste: a zabumba, muito usada pelas bandas de pífanos em novenas, e o triângulo, usado pelos vendedores ambulantes para apregoar seus produtos.

Até chegar a essa formação instrumental, Luiz Gonzaga passou por outras etapas em sua trajetória como músico. Ele começou a tocar sanfona com o pai, o velho Januário, que tocava a chamada concertina, um instrumento de oito baixos. Diferentemente do acordeon de teclas, a concertina é de botões e exige outra técnica de tocar. O velho Januário era considerado o melhor nesse instrumento, na região do sertão pernambucano, onde vivia. Luiz Gonzaga cresceu nesse ambiente, com o pai, consertando instrumentos e tocando.

Agência Brasil Agência Brasil
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