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Morre aos 90 anos Maria Lata D'Água, que inspirou famosa marchinha de Carnaval

Conhecida por sambar com uma lata de água na cabeça, Maria Mercedes Dantas dedicou seus últimos anos à vida religiosa

24 fev 2024 - 18h51
(atualizado em 26/2/2024 às 10h59)
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Foto: Instagram/Canção Nova / Pipoca Moderna

A missionária Maria Mercedes Dantas, conhecida como Maria Lata D'Água, morreu na sexta-feira (23/2) aos 90 anos. A informação foi confirmada pela Canção Nova, comunidade católica da qual ela fazia parte.

Uma vida de samba e fé

Maria se tornou conhecida por sambar com uma lata de água de 20 litros na cabeça, o que lhe rendeu o apelido pelo qual ficou conhecida.

A ex-passista nasceu em setembro de 1933 na cidade de Diamantina, em Minas Gerais. Aos 11 anos, se mudou para o Rio de Janeiro, onde viveu em situação de rua dos 13 aos 16 anos. Nesse período, fez amizade com artistas que a levaram para o samba. . Ela desfilou por 45 anos na Sapucaí e se tornou um ícone do Carnaval.

Seu apelido, Maria Lata D'Água, surgiu quando ela desfilou, aos 18 anos de idade, com uma lata de 20 litros cheia de água em cima da cabeça. Esse desfile inspirou a marchinha "Lata D'água", composta por Luís Antônio e Jota Júnior, que anima até hoje os bailes de carnaval. A canção se tornou um enorme sucesso na voz de Marlene em 1952. A diva cantou a música até no cinema, no filme "Tudo Azul" (1952). Depois disso, a canção também foi hit com Elza Soares, Zeca Pagodinho e muitos outros.

O costume de levar lata d'água na cabeça era comum nos anos 1950, pela falta de saneamento básico nas favelas do Rio. As mulheres levavam as latas na cabeça para subir o morro e ter água em suas casas. A letra da música descrevia em detalhes a situação, contando a história de Maria.

Após se tornar famosa pela música, Maria Lata D'Água desfilou por diversas escolas de samba do Rio de Janeiro, incluindo Portela, Salgueiro, Beija-Flor, Estácio de Sá e Mocidade Independente de Padre Miguel1. Seu sucesso a levou para o programa do Chacrinha e a se apresentar na Europa, onde morou por três décadas.

Da passarela ao sacrário

Em 1990, durante um retiro espiritual no Maracanãzinho, decidiu se dedicar à vida religiosa. "Abandonei tudo, não saio mais no carnaval. Eu me senti tocada pelo amor e vim para a Canção Nova fazer o caminho. Não me arrependo", disse em entrevista ao Canção Nova Notícias, em 2018. Em 2004, decidiu se mudar para Cachoeira Paulista, no interior de São Paulo.

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