Mitski sobre a letra '6-7' de 'Rules': 'Não fiz isso de propósito'
Cantora ficou surpresa com a empolgação dos fãs por conta da referência não intencional ao meme viral da internet
No álbum de Mitski lançado em fevereiro, Nothing's About To Happen To Me, uma letra chamou a atenção dos ouvintes: na música "Rules", a cantora contar de um a onze, e em determinado momento, menciona a sequência "6-7", que se tornou um meme viral na internet.
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Mitski percebeu a empolgação dos fãs, que tem inclusive cantado essa parte específica da música mais alto nos shows. Durante apresentação em Bristol, ela explicou que a referência à gíria foi completamente acidental, e afirmou estar perplexa com a repercussão que a música ganhou devido à essa coincidência.
"Na jornada até o número 10, eu digo os números seis e sete. Quero que saibam que tenho 35 anos e não fiz isso de propósito", disse. "Mas é divertido que vocês se divirtam com isso."
https://www.youtube.com/watch?v=zK5jN65zQF0
Ela também contou um caso curioso de um show anterior. "Há algumas noites, havia um garoto na frente que simplesmente adorava o número 6-7. Ele ficava gritando esse número, mesmo durante as músicas que não tinham nada a ver com ele!", relatou. "Eu tenho uma música chamada 'Dead Women'. Eu a toquei. Eu cantei: 'Me esfaqueie 27 vezes'. E ele respondeu: '6 ou 7!'... E eu pensei: 'Se recomponha! São números completamente diferentes'".
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"Ok, crianças, vocês vão se arrepiar com isso. Estou falando com adultos da minha idade e mais velhos. Se vocês não sabem o que 6-7 significa, venham, juntem-se a nós, eu explico… Não há nenhum significado inerente."
Nothing's About To Happen To Me é o oitavo álbum de Mitski. Segundo a cantora e compositora, o trabalho é sobre "uma mulher reclusa em uma casa desleixada. Fora de sua casa, ela é uma desviante; dentro de sua casa, ela é livre."
"Para uma artista que sempre foi ao mesmo tempo ambiciosa e inquieta — dos picos inegáveis, como o indie rock abrasador de seu estouro em 2016, Puberty 2, a trabalhos mais complexos, como o Laurel Hell, de 2022, marcado pelo synth-pop — esta é a primeira vez que ela permanece com tanta segurança em um mesmo lugar, seja musical ou liricamente", escreveu a crítica da Rolling Stone.
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