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Thiaguinho celebra legado e identidade da música preta em "Bem Black"

Álbum completo chega com inéditas e regravações, reunindo diferentes gerações em um projeto que conecta tradição e contemporaneidade O post Thiaguinho celebra legado e identidade da música preta em "Bem Black" apareceu primeiro em TMDQA!.

30 mar 2026 - 17h21
(atualizado às 18h33)
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Foto: André Nicolau / Tenho Mais Discos Que Amigos!

O cantor Thiaguinho disponibilizou ao público o projeto completo de Bem Black Vol. 2, seu novo álbum, na última sexta-feira (27). Dividido em atos, o trabalho ganha agora seu desfecho com mais nove faixas, entre inéditas e regravações, e reforça a proposta de celebrar, preservar e projetar a cultura preta brasileira.

Em seu 24º disco de carreira, o cantor constrói uma obra que parte do pagode, mas se expande por diferentes linguagens — do samba ao soul, do R&B ao jazz — costurando referências que atravessam gerações. De acordo com ele, o álbum se apresenta como um ponto de encontro entre passado, presente e futuro.

"Eu estou muito realizado com o lançamento de Bem Black. É um álbum feito de vivências e com o objetivo de celebrar a riqueza da cultura preta brasileira. As músicas têm swing, os ritmos têm história e espero que cada um se sinta representado", afirma Thiaguinho.

Identidade e nostalgia

Se a base emocional do disco está na memória, sua construção sonora aponta para um refinamento técnico e conceitual. Durante a entrevista coletiva, o artista destacou o cuidado com os arranjos e a busca por novas camadas dentro de sua musicalidade.

"Esse é o meu 24º álbum, então sempre busco trazer algo inédito. O maior diferencial desse trabalho é o balanço, que é uma vertente do samba, além dos arranjos instrumentais o tempo todo, algo que eu sempre quis ter", explica.

A ideia de Bem Black nasce justamente dessa tensão entre tradição e reinvenção. Ao revisitar sonoridades clássicas, Thiaguinho afirma não se limitar à nostalgia e quer reposicionar esses elementos dentro de um contexto atual, criando pontes com uma nova geração de ouvintes.

"Eu uni o clássico com o novo. São referências que eu gostaria de apresentar para a juventude. Existe uma preocupação em preservar essa cultura, e projetos como a Tardezinha também caminham nesse sentido", explica.

O baile de Thiaguinho

Essa construção se reflete diretamente nas participações do álbum. No segundo ato, nomes como Walmir Borges, Negra Li e Sandra Sá ajudam a ampliar o espectro do projeto, reunindo diferentes momentos e estéticas da música preta brasileira.

Enquanto Walmir Borges adiciona sofisticação instrumental, Negra Li traz a força da música urbana contemporânea, e Sandra Sá carrega o peso histórico de uma trajetória que atravessa décadas. Juntos, eles reforçam o caráter coletivo do disco, uma das premissas centrais de Bem Black.

A escolha do Club Homs, na Avenida Paulista, como cenário das gravações audiovisuais, também não é aleatória. O espaço, que sediou tradicionais bailes blacks nas décadas de 1980, funciona como um elo simbólico entre o passado e o presente, ajudando a materializar a atmosfera que o álbum propõe.

"A gente quis trazer essa energia dos bailes para o projeto, fazer com que as pessoas se sintam dentro desse ambiente", explica o cantor. "É mais do que música, é um espaço onde as pessoas se reconhecem."

Colaborações e releituras

Essa dimensão sensorial aparece ao longo das faixas. Da abertura com "Jóia Rara", marcada pela sofisticação de Walmir Borges, passando pela leveza romântica de "Pensamentos Intrusivos", até a releitura de "Curtir um Som", do Fat Family, o disco constrói uma narrativa que alterna celebração, memória e identidade.

No caso da regravação, a parceria com Sandra Sá ganha contornos ainda mais simbólicos, evocando diretamente o espírito dos bailes blacks. Já em "Empoeirado Violão", ao lado de Negra Li, Thiaguinho aproxima o projeto da linguagem urbana contemporânea, trazendo o R&B como ponto de diálogo dentro de uma história que segue em movimento.

Ao longo do disco, essa mistura de referências soa como continuidade. Thiaguinho se posiciona como um elo entre diferentes fases da música brasileira e ajuda a conectá-las. E Bem Black nascei como um trabalho que olha para trás com respeito, mas que, sobretudo, aponta para frente.

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