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Marcos Valle prepara live com Emicida para Latin Grammy

Aos 77 anos, veterano da Bossa Nova mostra que está conectado com novas gerações e se mantém ativo durante pandemia

18 nov 2020
12h06
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A carreira de Marcos Valle se confunde com a própria história da música brasileira. Desde o hit internacionalmente famoso “Samba de Verão” da década de 60 à suas aventuras pela disco music nas décadas de 70/80, o artista coleciona sucessos internacionais e parcerias com os maiores nomes da música mundial.

Marcos Valle tem uma longeva carreira de 57 anos de música.
Marcos Valle tem uma longeva carreira de 57 anos de música.
Foto: Divulgação

Em 2020, Marcos Valle mostra que não fica preso ao passado e se conecta com a nova geração da música: Ele prepara uma live com o rapper Emicida nesta quinta (19) para o Latin Grammy. O evento será transmitido a partir das 17h pelo Facebook.

Em entrevista ao Terra, Marcos Valle fala sobre sua aproximação com as novas gerações, os efeitos da pandemia em sua carreira e os planos para o futuro. Confira o bate-papo abaixo!

Você tem mais de 50 anos de carreira, sucesso internacional... Você já ficou tanto tempo assim sem fazer show? Como se sente?

Esse momento que a gente tá vivendo é completamente inusitado, completamente diferente de qualquer outra época. Nunca passei por isso, como sei que todos os outros artistas também não passaram, e o povo em geral. No início, logicamente, isso me preocupou muito, principalmente porque haviam vários shows marcados e que tiveram de ser cancelados, ou pelo menos adiados. Só que depois você vai se adaptando a isso, com o tempo você começa a entender o que tá acontecendo, que a situação é muito grave, em termos gerais, para todo mundo. E você começa a buscar outros caminhos, e principalmente no meu caso não me afastar da música. E comecei a ver novas parcerias, por exemplo o Nando Reis, estabelecemos uma parceria e já fizemos 5 músicas, já vamos para a sexta, já pensando no ano que vem. Ivan Lins também lembrou que nunca tinha feito música junto e tinha que fazer, a hora era essa. Fiquei muito feliz com isso, fizemos duas e já estamos na terceira. Mandei uma letra pra Joyce, outra pra Zélia (Duncan). E havia um disco que eu tinha feito, o “Cinzento” (2020) e não pude fazer os shows que queria com ele, mas o disco caminhou pelo Spotify e pelas plataformas digitais, teve muita repercussão. Enfim, é um outro caminho. Agora, logicamente eu sinto muita falta, eu adoro o palco, já me acostumei com isso, com toda aquela energia do palco, das viagens, das turnês, dos aviões, do aeroporto, tudo isso eu tô acostumado e me faz muito bem.

Apesar do seu longo tempo de carreira, você consegue se manter presente com a galera mais jovem, que tá sempre redescobrindo suas músicas. Qual é o segredo para se conectar com as novas gerações?

Eu acho que essa minha aproximação com os jovens, minha música estar sendo renovada, é uma coisa muito natural. Não é uma busca minha, embora eu goste muito. Acredito que foi pelo fato de minha música ter tantas influências, de ter me aproximado da música muito cedo, com 5, 4 anos. De lá até eu começar profissionalmente, fui influenciado por tanta coisa… Jazz, Rock, Samba-Canção, Bolero, Black Music… Tanta coisa que eu ouvia e gostava, que formou esse estilo da minha música, e acho que essa mistura que atraiu esse público jovem. Atrai os DJs, atrai os rappers, uma série de outros estilos de música não só no Brasil mas também fora dele, que são aproximados de minha música. 

Você foi convidado para se apresentar na premiere do Grammy Latino. Como está a preparação para esse evento?

Estou preparado para fazer essa apresentação com o Emicida, fiquei muito feliz de ter sido convidado por ele. Faz parte de uma parceria que estabelecemos há algum tempo, desde “Cinzento” que é uma música minha com o Emicida, e tem outra no mesmo disco que é nossa. Na mesma época, ele me perguntou se eu poderia fazer um piano pro disco dele, na faixa “Pequenas Alegrias da Vida Adulta” , e o resultado acabou sendo muito bom em tudo que fizemos juntos. Aí, ele fez uma proposta se poderíamos fazer uma apresentação só eu e ele, sem baixo, bateria, nada disso. Logicamente, é uma novidade porque a música é muito calçada em cima do ritmo também. Ele pediu que eu tocasse meu Rhodes (piano elétrico), ele também vai tocar o dele.  

2021, passada a pandemia, chegando a vacina. Quais os seus planos?

Com a vinda da vacina e com a pandemia controlada, minha intenção é voltar à minha vida normal. Compor, fazer discos, gravar, fazer shows, turnês e viagem. Se possível, estou apto a fazer isso da maneira que eu fazia. É só aguardar mesmo essa vacina e esperar que a vida possa voltar ao normal. 

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Fonte: Equipe portal
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