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Foto Em Grupo abraça a espontaneidade no Lollapalooza 2026: 'Somos amigos, antes de tudo'

Projeto surgiu de encontros casuais de composição, virou disco em 2025 e agora ganha identidade completa nos palcos

19 mar 2026 - 16h36
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Em setembro de 2025, o enigmático nome "Foto em Grupo" apareceu no anúncio do Lollapalooza Brasil 2026. Até então, não existia nenhuma banda ou qualquer material lançado com esse nome — o que gerou até mesmo críticas sobre a curadoria do festival, que parecia apostar em um artista "desconhecido" para compor seu lineup.

Foto em Grupo, formado por Zani, João Ferreira, Pedro Calais e Ana Caetano
Foto em Grupo, formado por Zani, João Ferreira, Pedro Calais e Ana Caetano
Foto: Reprodução/Instagram / Rolling Stone Brasil

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A resposta veio pouco tempo depois: o Foto em Grupo era, na verdade, uma banda recém-formada por nomes já consolidados da música brasileira contemporânea, cujas trajetórias vinham se cruzando há anos. Ana Caetano (Anavitória), Pedro Calais e Zani (Lagum) e João Ferreira (Daparte).

"A gente nem tinha nada lançado, nem redes sociais, e a galera do Lollapalooza adorou a ideia de já colocar a gente no lineup", conta João. "Então a gente resolveu abraçar esse mistério."

No próximo sábado, 21, Foto em Grupo dividirá o palco Samsung Galaxy, no Autódromo de Interlagos, com nomes como Cypress Hill e Skrillex. Dias antes de sua apresentação em um dos maiores festivais de música do Brasil, os integrantes revelam à Rolling Stone Brasil os detalhes do seu projeto, que nasceu de uma amizade antiga (e sem segundas intenções).

Encontros e reencontros

João e Ana contam que compõem juntos desde 2020, e Pedro começou a escrever com João em 2021, quando os dois passaram alguns meses morando juntos.

Pedro colaborou com Ana na faixa "Universo de Coisas Que Eu Desconheço", do Lagum com Anavitória, lançada em 2022. Zani e Pedro, por sua vez, são parceiros frequentes de composição dentro da própria Lagum há anos. "Já existiam esses crossovers", explica Calais.

Foto em Grupo não foi fruto de anos de uma estratégia calculada a longo prazo; pelo contrário, a banda nasceu de um encontro despretensioso na casa de Ana, onde os quatro começaram a compor e esboçar pré-produções.

"E aí a gente falou: 'vamos lançar uma banda'", lembra João. Uma ideia mirabolante em um dia qualquer. "Foi meio na zoeira, mas deu um frio na barriga. Parecia uma coisa meio proibida, e isso deixou todo mundo animado."

A sensação, segundo eles, era de que o caminho já estava desenhado, mesmo sem que ninguém tivesse planejado. "Parecia que o esquema já estava montado para isso acontecer".

O álbum autointitulado

Ao invés de se limitar aos palcos, os músicos decidiram dar um passo além com um álbum de estúdio de inéditas. O single "Toda Esfera" estreou em setembro de 2025 e, em 12 de dezembro, chegou às plataformas digitais o disco autointitulado de 11 faixas.

Apesar de mesclar as vozes dos quatro integrantes, as canções encontram sua própria sonoridade, bem diferente dos trabalhos individuais de cada um deles (aos quais eles também continuam se dedicando).

Foto em grupo (2025) carrega a principal marca da banda: uma mistura orgânica de diferentes referências e formas de criação. Sem um estilo definido, o trabalho transita entre o pop e o reggae, incluindo desde músicas lentas e melódicas como "As teias e as aranhas" até faixas animadas com solos de guitarra, como "A noite é uma criança".

"A gente não tentou impor nada, sabe?", diz Pedro. "Essa miscelânea de todo mundo é o que faz o que é o Foto em Grupo ser o que é".

O processo criativo também refletiu essa liberdade. As primeiras músicas compostas foram "Me Chama Pra Dançar", "Paciência Meu Jovem" (que acabou não entrando no disco) e "Crime".

No início, Zani conta que esperava um resultado totalmente diferente do disco final. "Era uma coisa mais eletrônica", disse. "À medida que a gente foi construindo o restante do repertório, eu acho que a gente foi trazendo mais do que a gente é mesmo".

Para Ana, o maior desafio foi criar ao lado de pessoas que ela não estava acostumada, mesmo que já fossem seus amigos. "Existe um quebra-gelo. Antes da gente fazer o disco, quando a gente ainda tava entendendo que som era esse, criando intimidade pra poder dar ideia ruim um na frente do outro", explica.

"É igual começar namoro, sabe? Tem que ir construindo a intimidade aos poucos", brinca.

Esse processo, no entanto, acabou sendo também o maior ganho. "Foi um respiro muito grande. Eu sinto que foi uma tomada de fôlego com a minha relação com a música", diz a cantora. "Há muito tempo eu fazia a mesma coisa, no mesmo modelo, e fazer isso de uma forma totalmente nova me deu novos estímulos e vontades."

Gravado em clima de imersão — com dias intensos de convivência e troca em uma fazenda —, o álbum também carrega uma dimensão afetiva importante para o grupo. "Não foi só uma experiência profissional, foi pessoal também", acrescenta Ana.

Pedro resume o encontro criativo com uma metáfora: "Cada um chegou com uma mala de um lugar diferente. Um da Indonésia, outro dos países nórdicos..."

"Eu vim do inferno", interrompe João, rindo.

Experiência ao vivo

Se o disco apresenta a identidade do grupo, é no palco que ela se completa. "Foto em Grupo acontece muito através do ao vivo, das conversas entre nós, das trocas de instrumentos, das movimentações", diz Pedro. "A relação entre nós torna a banda muito mais interessante do que o fonograma, a discografia".

Antes do grande show no Lollapalooza, a banda passou por cidades como Belo Horizonte, Fortaleza, Juiz de Fora, Rio de Janeiro e Campinas, em uma espécie de "aquecimento", para lapidar a dinâmica entre eles.

Segundo João, o espírito aventureiro e jovial do grupo é seu maior diferencial. "Uma coisa que marca muito o show do Foto em Grupo é a descontração mesmo, a bobeira", conta o artista.

No Lollapalooza, eles vão dar tudo de si para manter essa energia. "A gente quer essa criancice, essa brincadeira; a gente fala bastante um com o outro, a gente zoa um ao outro e faz a experiência ser leve pra nós".

A RS perguntou aos integrantes do Foto em Grupo qual música eles estão mais animados para tocar no sábado. Ana seleciona "Eu Te Odeio", e João prefere o single "Todo Esfera".

https://www.youtube.com/watch?v=UyvK2SJPRKU

Pedro está mais ansioso pra "Crime", enquanto Zani escolhe "Sexo", prometendo aos fãs que eles podem aguardar uma "apresentação fenomenal" da banda nessa faixa.

https://www.youtube.com/watch?v=JA0GuWrWM2Q&list=RDJA0GuWrWM2Q&start_radio=1

João descreve o palco como um espelho — um momento em que os espectadores conseguem se identificar com o espetáculo, e se enxergar como parte do todo também. "Eu acho que a gente é um grupo de amigos, antes de tudo. E eu acho que isso é bem transparente no nosso show".

Os integrantes do Foto em Grupo ainda não entraram em consenso sobre qual será seu próximo passo, o que, de certa forma, é coerente com a história da banda.

João diz que gostaria de sair em turnê logo em seguida; Pedro gostaria de fazer outro disco. Zani e Ana têm uma tendência a pensar a curto prazo, e querem desfrutar ao máximo do que está acontecendo agora.

"Espontaneidade" é uma palavra muito importante no vocabulário da banda, mas Ana tem certeza de uma coisa: "Acho que eu quero fazer música com esses meninos a vida inteira".

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