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Consumo de música no Reino Unido cresce para um em cada seis britânicos em 2026

Novo estudo YouGov revela como jovens moldam o consumo e a descoberta de artistas no Reino Unido

8 set 2026 - 17h31
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Resumo
Uma pesquisa da YouGov revelou que 16% dos adultos no Reino Unido aumentaram o consumo de música no último ano, avanço impulsionado sobretudo pela Geração Z, responsável por 50% desse grupo em expansão. Os algoritmos de streaming lideram a descoberta de novos artistas para 53% dos ouvintes, embora indicações pessoais, redes sociais, mídias tradicionais e trilhas sonoras de filmes e games sigam influentes, reforçando a relevância de múltiplos canais para as estratégias da indústria musical.
Consumo de música no Reino Unido cresce para um em cada seis britânicos em 2026
Consumo de música no Reino Unido cresce para um em cada seis britânicos em 2026
Foto: The Music Journal

O consumo de música está crescendo entre uma parcela importante da população do Reino Unido. br/streaming/um-em-cada-seis-britanicos-afirma-estar-ouvindo-mais-musica-do-que-no-ano-passado">Moneyhits, revela que 16% dos adultos britânicos — aproximadamente uma em cada seis pessoas — afirmam ouvir mais música atualmente do que ouviam há um ano. Os resultados também mostram que esse avanço é puxado principalmente pelos consumidores mais jovens.

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Apesar das transformações provocadas pelo streaming e pelas redes sociais, a música continua ocupando um espaço relevante na vida dos britânicos. De acordo com a pesquisa, 84% dos adultos do país se consideram fãs de música. Para 65% dos entrevistados, o volume de consumo permaneceu praticamente igual no período analisado, enquanto 15% disseram estar ouvindo menos.

Geração Z impulsiona o crescimento

A distribuição geracional ajuda a explicar quem está por trás do aumento. Embora a Geração Z represente somente 17% da população adulta britânica, seus integrantes correspondem a 50% do grupo que declarou ter ampliado o consumo musical. O dado reforça a importância desse público para as plataformas de streaming, gravadoras, artistas e empresas que atuam na divulgação de novos lançamentos.

Os Millennials aparecem na sequência, respondendo por 23% dos ouvintes que passaram a consumir mais música. A Geração X representa 16% desse grupo, enquanto os Baby Boomers correspondem a 11%. A diferença mostra que o crescimento está concentrado principalmente entre pessoas que incorporaram os serviços digitais e as redes sociais de maneira mais intensa ao cotidiano.

Também existe uma pequena diferença entre homens e mulheres. Entre os entrevistados que aumentaram o tempo dedicado à música, 54% são homens e 46% são mulheres. Embora a distância não seja ampla, o recorte ajuda a formar um retrato mais detalhado do público responsável pela expansão do consumo no país.

Algoritmos lideram a descoberta musical

Além de medir quanto as pessoas estão ouvindo, o estudo analisou os caminhos utilizados para encontrar novas músicas e artistas. As recomendações automáticas oferecidas pelos serviços de streaming aparecem na primeira posição: 53% dos consumidores que ampliaram seus hábitos musicais disseram descobrir novidades por meio dos algoritmos das plataformas.

O resultado evidencia o poder das playlists personalizadas, rádios algorítmicas e sugestões baseadas no histórico de reprodução. Para artistas e gravadoras, conquistar espaço nesses ambientes pode ampliar consideravelmente o alcance de uma faixa, especialmente entre usuários interessados em explorar repertórios diferentes.

Mesmo com a força da tecnologia, as indicações feitas por outras pessoas continuam relevantes. Amigos e familiares são responsáveis pela descoberta musical de 42% dos entrevistados. As redes sociais e os blogs especializados aparecem logo depois, mencionados por 41% do público.

O rádio e os canais musicais de televisão também preservam sua influência. Esses meios foram citados por 40% dos consumidores, demonstrando que os formatos tradicionais ainda participam da circulação de músicas, mesmo em um mercado dominado pelos serviços digitais.

Playlists, filmes e videogames ampliam o repertório

A procura por gêneros diferentes é outra característica observada no levantamento. Entre as pessoas que passaram a ouvir mais música, 33% recorrem a playlists selecionadas e à exploração de estilos que ainda não conheciam. Esse comportamento cria oportunidades para artistas de nicho e repertórios que dificilmente alcançariam o público pelos meios tradicionais.

Filmes e videogames também exercem um papel significativo nesse processo. Suas trilhas sonoras foram apontadas por 31% dos entrevistados como fontes de descoberta de artistas e canções. A presença de uma faixa em uma produção audiovisual pode, portanto, gerar uma nova onda de interesse e conduzir o público diretamente às plataformas de streaming.

As apresentações presenciais completam esse cenário. Shows e festivais foram mencionados por 20% dos participantes como ambientes nos quais conheceram novas sonoridades. Embora tenham alcance inferior ao dos algoritmos, esses eventos permanecem valiosos por criarem uma relação mais direta entre público, música e artista.

Mudança de hábitos interessa à indústria musical

Os dados da YouGov indicam que o crescimento do consumo não depende de um único canal. Plataformas digitais, recomendações pessoais, redes sociais, veículos tradicionais, produções audiovisuais e experiências ao vivo funcionam de forma complementar na formação dos hábitos do público.

Para a indústria musical, o levantamento reforça a necessidade de desenvolver estratégias capazes de acompanhar diferentes pontos de descoberta. Ao mesmo tempo, confirma a posição central da Geração Z, que não apenas ouve mais música, mas também influencia a maneira como artistas, músicas e tendências passam a circular no mercado.

The Music Journal The Music Journal Brazil
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