Consumo de música no Reino Unido cresce para um em cada seis britânicos em 2026
Novo estudo YouGov revela como jovens moldam o consumo e a descoberta de artistas no Reino Unido
Uma pesquisa da YouGov revelou que 16% dos adultos no Reino Unido aumentaram o consumo de música no último ano, avanço impulsionado sobretudo pela Geração Z, responsável por 50% desse grupo em expansão. Os algoritmos de streaming lideram a descoberta de novos artistas para 53% dos ouvintes, embora indicações pessoais, redes sociais, mídias tradicionais e trilhas sonoras de filmes e games sigam influentes, reforçando a relevância de múltiplos canais para as estratégias da indústria musical.
O consumo de música está crescendo entre uma parcela importante da população do Reino Unido. br/streaming/um-em-cada-seis-britanicos-afirma-estar-ouvindo-mais-musica-do-que-no-ano-passado">Moneyhits, revela que 16% dos adultos britânicos — aproximadamente uma em cada seis pessoas — afirmam ouvir mais música atualmente do que ouviam há um ano. Os resultados também mostram que esse avanço é puxado principalmente pelos consumidores mais jovens.
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Apesar das transformações provocadas pelo streaming e pelas redes sociais, a música continua ocupando um espaço relevante na vida dos britânicos. De acordo com a pesquisa, 84% dos adultos do país se consideram fãs de música. Para 65% dos entrevistados, o volume de consumo permaneceu praticamente igual no período analisado, enquanto 15% disseram estar ouvindo menos.
Geração Z impulsiona o crescimento
A distribuição geracional ajuda a explicar quem está por trás do aumento. Embora a Geração Z represente somente 17% da população adulta britânica, seus integrantes correspondem a 50% do grupo que declarou ter ampliado o consumo musical. O dado reforça a importância desse público para as plataformas de streaming, gravadoras, artistas e empresas que atuam na divulgação de novos lançamentos.
Os Millennials aparecem na sequência, respondendo por 23% dos ouvintes que passaram a consumir mais música. A Geração X representa 16% desse grupo, enquanto os Baby Boomers correspondem a 11%. A diferença mostra que o crescimento está concentrado principalmente entre pessoas que incorporaram os serviços digitais e as redes sociais de maneira mais intensa ao cotidiano.
Também existe uma pequena diferença entre homens e mulheres. Entre os entrevistados que aumentaram o tempo dedicado à música, 54% são homens e 46% são mulheres. Embora a distância não seja ampla, o recorte ajuda a formar um retrato mais detalhado do público responsável pela expansão do consumo no país.
Algoritmos lideram a descoberta musical
Além de medir quanto as pessoas estão ouvindo, o estudo analisou os caminhos utilizados para encontrar novas músicas e artistas. As recomendações automáticas oferecidas pelos serviços de streaming aparecem na primeira posição: 53% dos consumidores que ampliaram seus hábitos musicais disseram descobrir novidades por meio dos algoritmos das plataformas.
O resultado evidencia o poder das playlists personalizadas, rádios algorítmicas e sugestões baseadas no histórico de reprodução. Para artistas e gravadoras, conquistar espaço nesses ambientes pode ampliar consideravelmente o alcance de uma faixa, especialmente entre usuários interessados em explorar repertórios diferentes.
Mesmo com a força da tecnologia, as indicações feitas por outras pessoas continuam relevantes. Amigos e familiares são responsáveis pela descoberta musical de 42% dos entrevistados. As redes sociais e os blogs especializados aparecem logo depois, mencionados por 41% do público.
O rádio e os canais musicais de televisão também preservam sua influência. Esses meios foram citados por 40% dos consumidores, demonstrando que os formatos tradicionais ainda participam da circulação de músicas, mesmo em um mercado dominado pelos serviços digitais.
Playlists, filmes e videogames ampliam o repertório
A procura por gêneros diferentes é outra característica observada no levantamento. Entre as pessoas que passaram a ouvir mais música, 33% recorrem a playlists selecionadas e à exploração de estilos que ainda não conheciam. Esse comportamento cria oportunidades para artistas de nicho e repertórios que dificilmente alcançariam o público pelos meios tradicionais.
Filmes e videogames também exercem um papel significativo nesse processo. Suas trilhas sonoras foram apontadas por 31% dos entrevistados como fontes de descoberta de artistas e canções. A presença de uma faixa em uma produção audiovisual pode, portanto, gerar uma nova onda de interesse e conduzir o público diretamente às plataformas de streaming.
As apresentações presenciais completam esse cenário. Shows e festivais foram mencionados por 20% dos participantes como ambientes nos quais conheceram novas sonoridades. Embora tenham alcance inferior ao dos algoritmos, esses eventos permanecem valiosos por criarem uma relação mais direta entre público, música e artista.
Mudança de hábitos interessa à indústria musical
Os dados da YouGov indicam que o crescimento do consumo não depende de um único canal. Plataformas digitais, recomendações pessoais, redes sociais, veículos tradicionais, produções audiovisuais e experiências ao vivo funcionam de forma complementar na formação dos hábitos do público.
Para a indústria musical, o levantamento reforça a necessidade de desenvolver estratégias capazes de acompanhar diferentes pontos de descoberta. Ao mesmo tempo, confirma a posição central da Geração Z, que não apenas ouve mais música, mas também influencia a maneira como artistas, músicas e tendências passam a circular no mercado.
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