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Como o relógio roubado de John Lennon gerou uma disputa de até 40 milhões de dólares

Peça sumiu do acervo do artista mantido pela viúva Yoko Ono, que presenteou o ex-Beatles com a peça exclusiva nos anos 80

19 jun 2024 - 16h58
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Um relógio que pertencia a John Lennon (1940 - 1980) foi parar na Justiça suíça e americana em uma disputa milionária pelo item, revelou uma reportagem da revista americana The New Yorker nesta segunda, 17.

O modelo Patek 2499, personalizado para o ex-Beatles, foi dado como presente ao músico por Yoko Ono nos anos 80. Em 2006, o então motorista de Yoko, Koral Karsan, foi preso por uma tentativa de extorsão contra a artista e, durante as investigações, também acusado de roubar o relógio.

Em 2014, o relógio foi repassado por Karsan para um italiano, responsável por negociá-lo com empresas de compra de itens valiosos na Europa. O relógio, então, foi negociado com uma empresa alemã por 600 mil euros.

Yoko só ficou sabendo do roubo em 2014, quando o italiano também tentou negociar o relógio com uma empresa de penhores suíça, que fez contato com os advogados da artista.

Yoko se surpreendeu com roubo

Para Yoko, o presente ainda estava guardado em casa, nos Estados Unidos, dentro de uma caixa com objetos do músico.

No verso, o relógio tem a inscrição "(Just like) starting over" ou "(é como) recomeçar" - em referência a uma pequena separação do casal, e inspiração para música de mesmo nome.

A partir de 2015, o italiano e Yoko disputaram na Justiça americana e suíça a posse do relógio, mantido sob segurança em um cofre em Genebra, na Suíça.

Em 2022, a Justiça da Suíça decidiu que o relógio pertence a Yoko.

As investigações também encontraram 86 pertences de Lennon em posse do italiano, que vão de cadernos com anotações a um par de óculos.

A investigação concluiu que o italiano sabia da origem ilícita dos objetos. O ex-ajudante de Yoko afirmou, durante o inquérito, que havia sido presenteado pela artista com o relógio - o que foi negado por ela.

Segundo a reportagem, um relógio de Lennon poderia chegar a 40 milhões de dólares em um leilão. Yoko comprou a peça em Nova York dois meses antes do artista ser assassinado pelo stalker Mark David Chapman, em 1980.

Os acusados ainda podem entrar com recurso. Caso a Justiça negue os apelos, o relógio deverá voltar para Yoko. "É importante tê-lo novamente devido a tudo que nossa família passou", afirmou Sean Lennon, filho de Lennon, para a publicação norte-americana.

Estadão
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