Mulher que ficou com rosto desfigurado ao levar 60 socos do namorado se pronuncia
Após vídeo do momento da agressão causar indignação nas redes sociais, Juliana dos Santos, de 35 anos, revela como está; confira!
Atenção: a matéria a seguir traz conteúdos sensíveis e pode ocasionar gatilhos sobre estupro, violência contra a mulher e violência doméstica. Caso você seja vítima deste tipo de violência ou conheça alguém que passe ou já passou por isso, procure ajuda e denuncie. Ligue para o 180.
O caso de Juliana dos Santos, de 35 anos, causou profunda comoção nas redes sociais. No último sábado (26) Juliana foi vítima de uma agressão brutal cometida por seu então namorado, Igor Eduardo Cabral, dentro de um elevador em Ponta Negra, na Zona Sul de Natal. Durante o ataque, mais de 60 socos foram desferidos contra ela, deixando seu rosto completamente desfigurado.
As cenas, que repercutiram na web, deixaram todos indignados. Desde o ocorrido, a vítima tem enfrentado uma dura jornada de recuperação, tanto física quanto emocional. Embora abalada, Juliana decidiu se manifestar pela primeira vez desde a agressão. "Estou com acesso ao meu perfil e agradeço toda a solidariedade e amor que todos estão me ofertando no momento", escreveu ela em suas redes sociais.
Em outro trecho da publicação, a vítima agradeceu pelo apoio recebido: "É um momento muito delicado e eu preciso focar na minha recuperação. Obrigada a todas as minhas amigas que estão sendo minha rede de apoio no momento".
O impacto da violência deixou marcas profundas: além dos hematomas visíveis, Juliana sofreu múltiplas fraturas no rosto e no maxilar, que exigirão uma cirurgia de reconstrução facial. A informação foi confirmada por sua advogada, Caroline Mafra. "Foram múltiplas fraturas no rosto, sem falar, claro, nas marcas psicológicas que ficam depois de uma situação tão violenta como essa", declarou ela ao G1.
Igor Eduardo Cabral, de 29 anos, ex-jogador de basquete, foi preso em flagrante logo após o crime. Em audiência de custódia, sua prisão foi convertida em preventiva, e ele responderá por tentativa de feminicídio. Em depoimento, o agressor tentou justificar seus atos ao alegar que sofre claustrofobia.