Microcintura em risco? Musa alerta sobre tratamento
Ravena Hanniely, destaque da Estácio de Sá, critica uso indiscriminado de medicamentos como Ozempic no pré-Carnaval
A busca pelo "corpo de Carnaval" perfeito muitas vezes esconde bastidores dolorosos e decisões arriscadas. Ravena Hanniely, de 24 anos, ganhou fama nacional como a Musa da microcintura por ostentar uma silhueta de apenas 62 centímetros.
No entanto, a influenciadora decidiu vir a público para fazer um alerta grave sobre o preço pago por essa estética. Preparando-se para sua grande estreia na Marquês de Sapucaí pela Estácio de Sá, Ravena recorreu ao uso de canetas emagrecedoras à base de tirzepatida (conhecidas comercialmente como Mounjaro).
O objetivo era acelerar os resultados, mas a experiência se transformou em um trauma físico que a fez repensar toda a pressão estética que envolve a folia. Segundo a musa, o medicamento, que é indicado para tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade, causou reações violentas em seu organismo.
62 centímetros: obsessão pela microcintura
A cintura finíssima de Ravena não é obra apenas da genética. A influenciadora nunca escondeu que sua marca registrada é fruto de uma combinação intensa: rotina pesada de treinos, uso frequente de corsets (espartilhos) e cintas modeladoras, além de intervenções cirúrgicas invasivas.
No ano passado, focada em entregar o melhor visual possível para o Carnaval 2026, ela se submeteu a um "combo" cirúrgico agressivo. Os procedimentos incluíram uma Lipoaspiração de Alta Definição (Lipo HD) e uma cirurgia de fratura de costelas, técnica utilizada para afinar ainda mais a cintura.
Insatisfação e a busca pelo remédio
Mesmo após passar pela mesa de cirurgia, Ravena não estava feliz. A recuperação da Lipo HD trouxe um inchaço (retenção de líquidos) persistente, comum no pós-operatório, mas que desesperou a musa diante da proximidade dos desfiles.
Foi nesse momento de vulnerabilidade que ela buscou ajuda médica para uma solução rápida. "Perguntei se poderia usar o Mounjaro para desinchar e tirar a retenção a tempo do Carnaval", revelou Ravena. A ideia era usar o medicamento potente para "secar" o que a cirurgia ainda não havia resolvido.
"Parecia que levei uma surra"
O que deveria ser uma solução mágica se tornou um problema de saúde. De acordo com a Musa da microcintura, os efeitos colaterais da tirzepatida foram imediatos e devastadores.
O corpo de Ravena reagiu mal à substância, gerando um quadro de mal-estar intenso que a impedia de seguir sua rotina.
Entre os sintomas relatados, ela destacou:
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Dores de cabeça fortíssimas;
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Náuseas e vômitos constantes durante todo o dia;
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Alternância entre constipação e diarreia;
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Dores generalizadas pelo corpo.
A gravidade dos sintomas serviu como um choque de realidade. Ravena percebeu que, apesar de não ter contraindicação clínica prévia, o remédio estava agredindo seu sistema de forma perigosa.
O perigo do "efeito vitrine"
Um dos pontos mais críticos levantados por Ravena é a forma como esses medicamentos são divulgados nas redes sociais. Ela critica a "romantização" do emagrecimento químico, onde apenas os corpos esculturais são mostrados, enquanto o sofrimento dos bastidores é escondido.
Essa vitrine de sucessos ilusórios pressiona outras mulheres a buscarem o mesmo caminho. Mas sem terem noção dos riscos reais de desidratação, perda de massa magra e problemas gastrointestinais severos.
A decisão de interromper o tratamento veio acompanhada de uma reflexão madura. A musa comenta que chegou a conclusão de que adoeceria caso continuasse utilizando as canetas.
Pressão estética no Carnaval
O caso de Ravena levanta um debate necessário sobre a saúde mental no pré-Carnaval. A cobrança por corpos "secos" e definidos em tempo recorde cria um ambiente tóxico, onde a saúde muitas vezes fica em segundo plano.
A busca por um corpo "perfeito" em pouco tempo é algo que, segundo ela, tem adoecido as pessoas. Ao expor sua fragilidade e o erro na escolha do medicamento, Ravena presta um serviço ao público, mostrando que nem todo recurso estético é válido.
Estreia na Sapucaí
Apesar do susto, Ravena Hanniely segue confirmada como destaque. Ela fará sua estreia no Carnaval carioca defendendo as cores da tradicional Estácio de Sá.
A escola, que faz parte da Série Ouro, levará para a Avenida o enredo forte e ancestral: "Tata Tancredo - O Papa Negro no Terreiro do Estácio". O desfile está marcado para o sábado de Carnaval, dia 14 de fevereiro de 2026.
A expectativa agora é ver a Musa da microcintura brilhar na Marquês de Sapucaí, apostando em sua recuperação e, principalmente, em sua saúde real para aguentar a travessia da passarela do samba.