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Microcintura em risco? Musa alerta sobre tratamento

Ravena Hanniely, destaque da Estácio de Sá, critica uso indiscriminado de medicamentos como Ozempic no pré-Carnaval

15 jan 2026 - 14h07
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A busca pelo "corpo de Carnaval" perfeito muitas vezes esconde bastidores dolorosos e decisões arriscadas. Ravena Hanniely, de 24 anos, ganhou fama nacional como a Musa da microcintura por ostentar uma silhueta de apenas 62 centímetros.

Confira alerta de musa sobre microcintura
Confira alerta de musa sobre microcintura
Foto: reprodução/Instagram/@ravenahanniely.oficial / Famosos e Celebridades

No entanto, a influenciadora decidiu vir a público para fazer um alerta grave sobre o preço pago por essa estética. Preparando-se para sua grande estreia na Marquês de Sapucaí pela Estácio de Sá, Ravena recorreu ao uso de canetas emagrecedoras à base de tirzepatida (conhecidas comercialmente como Mounjaro).

O objetivo era acelerar os resultados, mas a experiência se transformou em um trauma físico que a fez repensar toda a pressão estética que envolve a folia. Segundo a musa, o medicamento, que é indicado para tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade, causou reações violentas em seu organismo. 

62 centímetros: obsessão pela microcintura

A cintura finíssima de Ravena não é obra apenas da genética. A influenciadora nunca escondeu que sua marca registrada é fruto de uma combinação intensa: rotina pesada de treinos, uso frequente de corsets (espartilhos) e cintas modeladoras, além de intervenções cirúrgicas invasivas.

No ano passado, focada em entregar o melhor visual possível para o Carnaval 2026, ela se submeteu a um "combo" cirúrgico agressivo. Os procedimentos incluíram uma Lipoaspiração de Alta Definição (Lipo HD) e uma cirurgia de fratura de costelas, técnica utilizada para afinar ainda mais a cintura.

Insatisfação e a busca pelo remédio

Mesmo após passar pela mesa de cirurgia, Ravena não estava feliz. A recuperação da Lipo HD trouxe um inchaço (retenção de líquidos) persistente, comum no pós-operatório, mas que desesperou a musa diante da proximidade dos desfiles.

Foi nesse momento de vulnerabilidade que ela buscou ajuda médica para uma solução rápida. "Perguntei se poderia usar o Mounjaro para desinchar e tirar a retenção a tempo do Carnaval", revelou Ravena. A ideia era usar o medicamento potente para "secar" o que a cirurgia ainda não havia resolvido.

"Parecia que levei uma surra"

O que deveria ser uma solução mágica se tornou um problema de saúde. De acordo com a Musa da microcintura, os efeitos colaterais da tirzepatida foram imediatos e devastadores.

O corpo de Ravena reagiu mal à substância, gerando um quadro de mal-estar intenso que a impedia de seguir sua rotina.

Entre os sintomas relatados, ela destacou:

  • Dores de cabeça fortíssimas;

  • Náuseas e vômitos constantes durante todo o dia;

  • Alternância entre constipação e diarreia;

  • Dores generalizadas pelo corpo.

A gravidade dos sintomas serviu como um choque de realidade. Ravena percebeu que, apesar de não ter contraindicação clínica prévia, o remédio estava agredindo seu sistema de forma perigosa.

O perigo do "efeito vitrine"

Um dos pontos mais críticos levantados por Ravena é a forma como esses medicamentos são divulgados nas redes sociais. Ela critica a "romantização" do emagrecimento químico, onde apenas os corpos esculturais são mostrados, enquanto o sofrimento dos bastidores é escondido.

Essa vitrine de sucessos ilusórios pressiona outras mulheres a buscarem o mesmo caminho. Mas sem terem noção dos riscos reais de desidratação, perda de massa magra e problemas gastrointestinais severos.

A decisão de interromper o tratamento veio acompanhada de uma reflexão madura. A musa comenta que chegou a conclusão de que adoeceria caso continuasse utilizando as canetas. 

Pressão estética no Carnaval

O caso de Ravena levanta um debate necessário sobre a saúde mental no pré-Carnaval. A cobrança por corpos "secos" e definidos em tempo recorde cria um ambiente tóxico, onde a saúde muitas vezes fica em segundo plano.

A busca por um corpo "perfeito" em pouco tempo é algo que, segundo ela, tem adoecido as pessoas. Ao expor sua fragilidade e o erro na escolha do medicamento, Ravena presta um serviço ao público, mostrando que nem todo recurso estético é válido.

Estreia na Sapucaí

Apesar do susto, Ravena Hanniely segue confirmada como destaque. Ela fará sua estreia no Carnaval carioca defendendo as cores da tradicional Estácio de Sá.

A escola, que faz parte da Série Ouro, levará para a Avenida o enredo forte e ancestral: "Tata Tancredo - O Papa Negro no Terreiro do Estácio". O desfile está marcado para o sábado de Carnaval, dia 14 de fevereiro de 2026.

A expectativa agora é ver a Musa da microcintura brilhar na Marquês de Sapucaí, apostando em sua recuperação e, principalmente, em sua saúde real para aguentar a travessia da passarela do samba.

Famosos e Celebridades
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