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Lula e Bolsonaro irritam a Globo ao tentar mudar os debates

Candidatos à frente nas pesquisas de intenções de votos querem interferir nos confrontos entre presidenciáveis na TV

17 jun 2022 11h58
| atualizado às 12h02
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Globo prefere manter debate exclusivo comandado por Bonner
Globo prefere manter debate exclusivo comandado por Bonner
Foto: Sala de TV

Os sete partidos que compõem a chapa Lula-Alckmin à Presidência formalizaram a proposta de limitar o número de debates televisionados no 1º turno das eleições.

No momento, há 9 encontros entre presidenciáveis agendados entre 6 de agosto e 29 de setembro, promovidos por CNN Brasil, Jovem Pan News, Band, RedeTV!, CBN/O Globo/Valor, TV Aparecida, Folha/UOL, SBT/O Estado de S. Paulo/Veja/Rádio Nova Brasil FM e TV Globo.

Em carta, PT, PSB, PC do B, PSOL, PV, Rede e Solidariedade sugerem um pool de veículos de comunicação para gerar apenas três encontros ao vivo entre os candidatos.

O blog apurou que esse formato desagrada nomes importantes do jornalismo da Globo e GloboNews. A cúpula dos canais prefere fazer um debate exclusivo e manter a tradição de ser o último (e mais decisivo), três dias antes da ida às urnas.

Pelo que foi apurado, a emissora não gostaria de ver seu mediador – o âncora e editor-chefe William Bonner, do ‘Jornal Nacional’ – dividir a condução de debates com apresentadores de outras TVs.

Há ainda a questão da audiência. Os debates no 1º e 2º turnos na Globo atraem mais público do que todos os outros encontros juntos.

Em 2018, o primeiro debate com presidenciáveis teve média de 22 pontos no Ibope. Este índice, hoje, representa 4,5 milhões de telespectadores somente na Grande São Paulo.

Na última eleição não houve debate de 2º turno. A equipe do então candidato Jair Bolsonaro alegou que ele não tinha condições físicas de participar devido ao ferimento provocado no atentado a faca.

O embate final de 2014, entre Dilma Rousseff (que buscava a reeleição) e Aécio Neves, alcançou na Globo média de 31 pontos – cerca de 6 milhões de pessoas diante da TV apenas na região metropolitana de SP.

Além de não gostar da mudança apresentada pela campanha de Lula, o canal da família Marinho desaprova também o pedido de Jair Bolsonaro para perguntas previamente combinadas.

O presidente disse que “questões pré-acertadas” entre as TVs e os assessores dos candidatos evitariam que o debate fosse de “baixo nível”. Jornalistas interpretam essa proposta como uma tentativa de fugir de prováveis polêmicas e constrangimentos.

Por enquanto, está mantido o debate de 1º turno na Globo no dia 29 de setembro, quinta-feira anterior ao domingo de eleições, ao vivo, às 21h30, na sede do jornalismo do canal, no Jardim Botânico, zona sul do Rio.

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