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Virginia + bet + Cabo Verde: Entenda o novo escândalo que está prestes a estourar contra a ex-SBT

10 jul 2026 - 16h04
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O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) abriu uma ação civil pública contra a influenciadora Virginia Fonseca e a casa de apostas Blaze.

Foto: RD1

Foi pedido uma indenização de R$ 120 milhões por danos morais coletivos.

A ação foi motivada, em parte, por um vídeo em que Virginia incentiva seus seguidores a apostarem na seleção de Cabo Verde contra a Argentina, com promessa de ganho fácil.

Este novo problema surge mais de um ano após o depoimento da influenciadora na CPI das Bets.

Segundo o MPDFT, a influenciadora e a Blaze teriam adotado práticas abusivas para atrair apostadores durante a Copa do Mundo.

De acordo com o Ministério, foram adotadas estratégias de marketing que prometiam ganhos fáceis e apresentavam publicidade enganosa.

A investigação aponta que a Blaze operava sem autorização do governo em 2023, período em que as apurações tiveram início, e o órgão recebeu mais de 42 mil reclamações contra a plataforma.

A ação descreve a conduta como uma "engenharia predatória de exploração de vulnerabilidades cognitivas em escala massiva".

O que dizem as partes?

Em nota, a Blaze informou que ainda não foi formalmente intimada sobre a ação.

A empresa ressaltou seu compromisso com a transparência e a conformidade com a legislação brasileira, afirmando que suas operações e parcerias seguem as melhores práticas de mercado, com foco na segurança dos usuários e no Jogo Responsável.

A Foggo Entertainment Ltda, responsável pela Blaze no Brasil, declarou que prestará todos os esclarecimentos necessários assim que for notificada oficialmente.

A defesa da ex-SBT, representada pelo advogado Sanderson Mafra, declarou que tomou conhecimento da ação pela imprensa e responderá às acusações tecnicamente nos autos.

A defesa ressaltou que a própria petição inicial reconhece a existência de diligências pendentes, como a requisição de contratos, essenciais para esclarecer a natureza do vínculo, a remuneração e os limites da atuação publicitária da influenciadora.

A defesa refuta as alegações de conluio, atuação predatória ou intenção de causar prejuízo aos consumidores, confiando na análise do Poder Judiciário.

A Justiça ainda analisará os pedidos feitos pelo Ministério Público.

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