Veja vídeo do momento em que corpo de Juliana Marins chega ao Brasil
Corpo de Juliana Marins chegou ao Brasil no final da tarde desta terça-feira, 1; jovem receberá o último adeus da família em sua cidade natal, Niterói
O corpo da jovem Juliana Marins finalmente chegou ao Brasil por volta das 17h deste última terça-feira, 1. A publicitária foi vítima de uma queda no vulcão Rinjani e sofreu uma fratura no tórax, o que a fez falecer rapidamente devido a uma hemorragia interna. O caixão com o corpo da brasileira foi transportado pela companhia Emirates Airlines e levado até o Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo.
Pouco depois, a Força Aérea Brasileira (FAB) realizou o translado da urna funerária até a Base Aérea do Galeão, no Rio de Janeiro. Estima-se que a jovem foi recebida pela família por volta das 18h30. Agora, ela será sepultada em Niterói, sua cidade natal, onde poderá receber o último adeus da família e dos amigos, que viveram momentos de pavor até a chegada do corpo da fluminense no Brasil.
Apesar de Juliana ter passado por uma autópsia na Indonésia, a Defensoria Pública da União informou que seu corpo passará por novas avaliações no Instituto Médico Legal (IML) logo após o desembarque. O pedido partiu da própria família da jovem, que entrou na Justiça para ter uma avaliação mais detalhada da mulher de 26 anos. A defensora Taísa Bittencourt Leal Queiroz explicou que a nova autópsia tem como objetivo verificar "a ausência de informações precisas sobre a causa e o momento exato em que a vítima morreu".
A primeira autópsia
Juliana foi resgatada do vulcão quatro dias após sua queda. A demora do socorro se deu pelas péssimas condições climáticas, neblina, chuva e terreno escorregadio. A família, porém, quer investigar uma possível negligência por parte da equipe de socorro do Parque Nacional do Monte Rinjani. Assim que seu corpo foi retirado da área de risco, a publicitária passou pela primeira necrópsia.
O médico-legista responsável, Ida Bagus Putu Alit, verificou que a brasileira múltiplas fraturas e lesões internas graves. Em entrevista coletiva, ele afirma que Juliana sofreu uma fratura no tórax ao cair, o que gerou uma hemorragia interna e a fez sobreviver por apenas 20 minutos após a queda. "Os indícios mostram que a morte foi quase imediata", disse o especialista, garantindo que ela não sofreu com hipotermia.
View this post on Instagram