Thais Carla está em risco? Psicóloga faz alerta após perda de 50 kg: 'Pode desencadear'
Thais Carla está em risco? Veja análise da psicóloga Adriana Schiavone, que fez alerta sobre transtornos alimentares; leia
Thais Carla já emagreceu mais de 50kg durante seu processo por uma vida mais saudável. Apesar de estar mostrando uma realidade mais sadia e esbanjando felicidade, ao quadro da famosa ainda é preocupante. Isso porque, segundo a psicóloga Adriana Schiavone alertou que pacientes em tratamento da obesidade são alvos mais fáceis de transtornos alimentares como, por exemplo, a compulsão. A dançarina, que já deixou claro que não sofre com nenhum tipo de patologia do tipo, chegou ao peso limite devido a questões genéticas.
Em conversa com o Mais Novela, a especialista em transtornos alimentares explicou que dietas restritivas podem engatilhar comportamentos problemáticos: "O processo de reeducação alimentar, especialmente quando envolve procedimentos como a cirurgia bariátrica, não é apenas físico, ele também mobiliza aspectos emocionais profundos. Mudanças bruscas na relação com a comida, no corpo e na identidade podem desencadear transtornos alimentares ou reativar padrões psíquicos antigos". A psicóloga lista que é possível desenvolver:
- Compulsão alimentar (antes ou depois da cirurgia);
- Restrição alimentar extrema;
- Transtornos de imagem corporal;
- Ansiedade e depressão;
- Substituições de dependência emocional, onde o sujeito transfere para outros comportamentos o lugar que antes era ocupado pela comida.
A pressão
Apesar de estar emagrecendo bastante, Thais Carla já comentou que se sente pressionada a perder o maior número de peso possível. Segundo a psicóloga, esse sentimento pode desencadear problemas severos: "Mesmo com apoio, ela mostrou que o sofrimento não desaparece com a perda de peso. Pelo contrário, novos conflitos emergem, como a expectativa de emagrecer 'o suficiente' para atender ao padrão social, a necessidade de justificar o corpo em transformação, ou o sentimento de culpa por ainda viver dificuldades emocionais após uma mudança tão drástica".
Por esse motivo, Adriana pontua a necessidade de fazer um acompanhamento multidisciplinar com psicólogo, nutricionista comportamental e psiquiatra: "Mais do que emagrecer, o verdadeiro desafio é reconstruir a relação com o próprio corpo, com a comida e com a autoestima, e isso só é possível quando o processo é acompanhado de forma ética, empática e integrada".
Mudanças bruscas
Ainda de acordo com a profissional, mudanças rápidas na alimentação desequilibram o psicológico: "Mudanças corporais rápidas, como as que ocorrem após a cirurgia bariátrica, muitas vezes geram um descompasso entre o corpo real e a imagem corporal internalizada. Isso pode resultar em distorções cognitivas, como a dismorfia corporal, onde a pessoa não consegue enxergar o próprio corpo com clareza, mesmo com alterações evidentes".
Até porque o emagrecimento não é a solução de todos os problemas. Adriana explica que muitos pacientes continuam desgostando da forma física mesmo após a perda de peso: "Thais expôs em suas redes sociais que continua lidando com inseguranças e conflitos com o corpo, destacando que a cirurgia não apagou as marcas emocionais do estigma da obesidade nem garantiu aceitação imediata do novo corpo. Ela também falou sobre os impactos psicológicos da pressão estética e da cobrança social por um corpo 'ideal' após o procedimento, mostrando como o emagrecimento pode trazer novas formas de sofrimento psíquico".