'Reversa': Com paixão, luto e superação, Carol Biazin revira do avesso fases do amor em novo álbum
Unindo pop e r&b, cantora lançou novo disco nesta quarta-feira, 1
"O amor é cíclico". É assim que Carol Biazin explica sua inspiração para o desenvolvimento de um álbum que retrata as fases de um relacionamento de trás para frente. Reversa foi lançado nas plataformas digitais nesta quarta-feira, 1.
O disco é dividido em três atos. O primeiro mostra o início de uma relação, o sentimento de flutuar no começo de uma forte paixão. Depois, há uma certa densidade e aprofundamento do sentimento, passando por momentos difíceis, mas necessários, que é o ato II.
Após uma desilusão amorosa, todo mundo precisa daquele momento de amor próprio e de voltar para si mesmo. Essa passagem é o arquétipo da Garota Infernal, que representa o ato III. No entanto, a artista decidiu inovar e ir contra a cronologia tradicional.
Assim, as primeiras músicas do álbum retratam, na verdade, o último ato e as faixas finais ilustram o primeiro. Em entrevista ao Estadão, Carol confessa que "gosta de ser do contra" e explica que seu processo de composição também foi "de trás para frente".
"Me inspirei muito na minha vivência, mas, na hora da composição e produção, eu comecei de trás para frente, que doido, não tinha reparado. Eu tinha começado em janeiro do ano passado, com Garota infernal, mas, quando me dei conta, estava contando a história desse meu alter ego", explicou.
A artista relata que, a princípio, não tinha o desejo de lançar um álbum por saber que exigiria muito empenho e introspecção, mas, quando se deu conta, já estava criando um universo e contando uma história de amor.
"Eu sei o quanto é difícil colocar essas coisas para fora assim e eu acho que esse foi um dos maiores receios de fazer um álbum. Eu sabia o quanto eu ia ter que dar de mim para conseguir entregar essa história", afirmou.
Narrativa estética de Reversa
Para além das letras e da melodia que une r&b com pop, as cores dos clipes que já foram lançados também comunicam e visam ilustrar os sentimentos de cada ato. "Começamos dividindo cada ato entre o que era real e o que não era tão real", inicia.
"A Garota Infernal, por exemplo, é essa estética fantasiosa, que vive no país das maravilhas, fora da bolha e surreal. Viemos com a cor vermelha que representa o fogo e toda essa energia da autoestima dela", explica.
"No ato II, a gente traz esse aspecto mais visceral, da dor. Esse lance de se conformar com o luto e um término. Se entender sozinha e a profundidade isso. Por isso, trouxemos o azul, por ser uma coisa mais fria e mais densa. É como se eu estivesse boiando e tentando chegar na superfície para não me afogar", analisa.
Sobre o primeiro ato, ela comenta: "O ato I é essa mistura do real com lúdico, que é a sensação de estar apaixonado. Você sai muito de si e fica flutuando naquele mundo cor-de-rosa".
Além dos videoclipes, todas as faixas terão visualizers divulgados em breve, que contarão essa história não só em áudio, mas também no audiovisual. "MALA MEMO", por exemplo, ganhou seu vídeo nesta quinta-feira, dia 2.
Conheça as faixas de Reversa: