Regina Duarte sobre saída do governo Bolsonaro: 'Melhor para todo mundo'
Em 2020, a atriz ocupou o cargo de secretária da Cultura por menos de três meses
Regina Duarte foi secretária especial da Cultura por menos de três meses durante o governo Bolsonaro, em 2020. A atriz já disse se arrepender de ter aceitado o cargo, pois considera que a posição estava além de sua capacidade, e falou que a saída da secretaria foi "melhor para todo mundo".
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A artista disse que tomou a decisão de deixar a secretaria um dia após dar uma entrevista à CNN, na qual ela minimizou as torturas da ditadura militar brasileira antes de abandonar a conversa com os apresentadores ao vivo ao se recusar a responder uma pergunta. Regina alegou que foi vítima de uma "arapuca" da emissora.
"No dia seguinte, conversei com a Carla Zambelli, uma pessoa que gosto muito, uma querida amiga. Ela perguntou se eu queria sair, falei que queria. Ela disse: 'Vamos marcar com o presidente, vamos falar com ele'. Melhor para todo mundo", relembrou a atriz em entrevista ao canal de YouTube da revista Oeste.
Regina disse que Bolsonaro não se opôs à saída dela do governo. "Quando a gente sentou para almoçar, ele falou: 'Já sei qual é o tema, que é que você vai sair. Vamos comer'", recordou ela.
Segundo a artista, o ex-presidente citou durante o almoço que daria a ela um cargo na Cinemateca Brasileira, em São Paulo, o que chegou a ser anunciado, mas Duarte jamais ocupou tal posição.
"Ele falou: 'Acho legal São Paulo, você fica perto da família, justifica melhor sua saída'. Ele me levou lá fora, me deu um abraço, pronto", contou.
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