Qual é o diagnóstico do filho de Sthefany Brito? Recém-nascido vomitou sangue
Sthefany Brito leva susto após filho recém-nascido golfar sangue e descobre condição pouco conhecida; especialistas explicam quando o sintoma exige atenção
A atriz Sthefany Brito, mãe de três meninos, surpreendeu os seguidores ao relatar um episódio de grande apreensão vivido nos primeiros dias de vida do filho caçula, Filippo. Mesmo com a experiência acumulada nas maternidades anteriores, ela foi pega de surpresa.
"Estou no meu terceiro filho e a gente acha que tem experiência, mas é o que eu sempre falo: uma nova história, uma nova pessoa, um novo corpinho", contou. O susto começou durante a madrugada, quando ela notou um pequeno vestígio de sangue próximo à boca do recém-nascido após colocá-lo para arrotar.
Horas depois, a situação se agravou quando Filippo chegou a golfar sangue, levando a família ao hospital em busca de atendimento urgente. O diagnóstico, porém, trouxe alívio: o sangue tinha origem nas fissuras nos mamilos da própria Sthefany, que se misturavam ao leite durante a amamentação. Filippo foi liberado sem necessidade de internação.
O caso ilumina uma condição pouco discutida. Para a pediatra Dra. Renata Castro, a avaliação médica é sempre indispensável, mas o diagnóstico nem sempre aponta para um problema do bebê.
"Existem situações que exigem atenção imediata, mas também há casos em que o recém-nascido acaba ingerindo sangue materno durante a amamentação, principalmente quando a mãe apresenta fissuras, rachaduras ou pequenos sangramentos nos mamilos. O sangue ingerido pode se misturar ao leite e aparecer posteriormente no vômito ou nas regurgitações do bebê. Apesar de não representar necessariamente um problema grave para a criança, o quadro sempre precisa ser diferenciado de outras causas de sangramento digestivo", explica.
A obstetra Dra. Lívia Del Monaco reforça que o puerpério pode trazer surpresas que muitas mães não estão preparadas para enfrentar. "Muitas mães nunca ouviram falar dessa possibilidade. Quando existe fissura mamilar, pequenos vasos sanguíneos podem se romper durante a sucção, fazendo com que o sangue seja ingerido pelo recém-nascido. A situação costuma gerar grande angústia porque o aspecto visual é muito impactante", afirma.
A médica destaca que a solução passa pelo acompanhamento da amamentação: "Corrigir a pega, tratar fissuras e oferecer suporte à mãe ajuda não apenas a reduzir dor e desconforto, mas também a evitar complicações que podem interferir na alimentação do bebê", orienta.
A pediatra Ana Carolina Viegas lembra que nem todo caso tem origem benigna, e por isso a investigação médica é insubstituível. "O sangue pode ter diferentes origens. O pediatra precisa avaliar a quantidade de sangue, a frequência dos episódios, o estado geral da criança e outros sinais associados para definir a investigação adequada", explica.
Ela lista os sinais que exigem atenção imediata: "Quando o bebê apresenta dificuldade para respirar, sonolência excessiva, recusa alimentar, febre, irritabilidade importante ou sangramentos recorrentes, a avaliação deve ser feita sem demora. Esses sinais ajudam a diferenciar situações benignas de condições que exigem tratamento mais rápido", conclui.
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