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Operador do PCC tinha caixa de dinheiro com nome de Deolane Bezerra

Governador de SP detalha descobertas da Operação Vérnix e confirma que estrutura criminosa utilizava empresas de transporte para escoar recursos ilícitos; veja

21 mai 2026 - 17h48
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Os desdobramentos da Operação Vérnix, que prendeu a advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra na manhã desta quinta-feira (21), ganharam uma revelação contundente vinda diretamente do Palácio dos Bandeirantes.

Foto: Mais Novela

O governador do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), confirmou publicamente que os agentes da Polícia Civil localizaram uma caixa física de dinheiro vivo com o nome da famosa carimbado no pacote. A apreensão ocorreu em posse do homem apontado como o principal operador financeiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) nas ruas, conhecido pelo codinome "Player".

De acordo com o chefe do Executivo paulista, o material probatório é um dos elos mais explícitos da conexão entre a empresária e a engrenagem de ocultação de patrimônio da facção. Tarcísio explicou que o trabalho minucioso de inteligência teve como ponto de partida a Penitenciária II de Presidente Venceslau, no interior do estado, onde bilhetes e comunicações internas interceptadas começaram a desenhar o organograma do grupo.

"A intersecção de comunicação entre facção criminosa se construiu e se entendeu uma história que envolve empresas de transporte e outras empresas de fachada para fazer lavagem do dinheiro do crime organizado", declarou o governador.

"Foi presa a influenciadora Deolane, que tinha uma série de empresas de fachada que faziam essa operação criminosa de lavagem de dinheiro para o PCC. Foi preso também o operador do esquema. Inclusive, ele tinha uma caixa de dinheiro com o remetente, que é para quem iria, e era para a própria influenciadora", acrescentou Tarcísio.

Destinação de R$ 320 milhões bloqueados para a Segurança Pública

O governador também atualizou os números institucionais da operação e traçou os planos da gestão estadual para o patrimônio que foi retirado das mãos dos investigados. Ao todo, a Justiça determinou o congelamento de mais de R$ 320 milhões em ativos financeiros pertencentes ao grupo, dos quais cerca de R$ 9 milhões correspondem unicamente à frota de veículos de luxo e superesportivos guinchados ao longo do dia.

Tarcísio de Freitas manifestou o desejo de que o montante bilionário seja revertido de forma imediata em investimentos estruturais para o próprio Estado, servindo como combustível para sufocar o tráfico de drogas e o crime organizado.

"A gente espera que esses recursos possam voltar a serem utilizados no combate ao crime organizado", pontuou o político.

O cerco ao clã de Marcola

Além do foco midiático voltado para Deolane e para o operador "Player", a Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) desferiram um golpe cirúrgico no núcleo familiar da maior liderança da facção. A operação mirou de forma direta o detento Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, e três de seus parentes mais próximos, que foram alvo de mandados judiciais:

  • Alejandro Juvenal Herbas Camacho Júnior: Irmão de Marcola.
  • Paloma Sanches Herbas Camacho: Sobrinha do líder da facção.
  • Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho: Sobrinho do comandante do grupo.

A tese dos investigadores é de que a marca e a imagem pública de Deolane Bezerra eram utilizadas para dar uma aparência de legalidade e sucesso empresarial a recursos que, na verdade, eram fruto de atividades ilícitas operadas pelo clã e distribuídas por empresas de transporte de fachada. A defesa de Deolane Bezerra ainda não se pronunciou especificamente sobre a declaração do governador a respeito da caixa de dinheiro localizada com o remetente em seu nome.

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