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'O Brasil está difícil', reclama Marcelo Rubens Paiva após agressão

Escritor foi agredido durante o desfile do bloco 'Acadêmicos do Baixo Augusta', em São Paulo, no último domingo, 23

26 fev 2025 - 10h20
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O escritor Marcelo Rubens Paiva se manifestou após ser agredido durante o desfile do bloco Acadêmicos do Baixo Augusta, em São Paulo, no último domingo, 23. O autor estava sendo homenageado pela agremiação, mas foi atingindo por uma mochilha durante o trajeto.

"O cara jogou mochila na cara, não entendi o que aconteceu. Já é meu 16º desfile e nunca fui atacado. Coisa estranha e não entendi o porquê. Jogar uma mochila na cara de um cadeirante, porta-bandeira, que quer se divertir, que faz isso há 16 anos, não entendi esse grau de violência. Brasil está difícil, e ele não deve ter visto o filme", afirmou, em entrevista à GloboNews.

O escritor Marcelo Rubens Paiva, autor do livro 'Ainda Estou Aqui', foi vítima de agressão durante o cortejo do bloco 'Acadêmicos do Baixo Augusta'.
O escritor Marcelo Rubens Paiva, autor do livro 'Ainda Estou Aqui', foi vítima de agressão durante o cortejo do bloco 'Acadêmicos do Baixo Augusta'.
Foto: @marcelorubenspaiva via Instagram / Estadão

Um rapaz arremessou uma lata de bebida, uma mochila e um chinelo na direção do escritor, que não se feriu. As agressões aconteceram no início do cortejo, que desce a Rua da Consolação, no centro da capital, partindo do cruzamento com a Avenida Paulista. Paiva é porta-estandarte do Baixo Augusta desde o ano de fundação do bloco, há 16 anos.

De acordo com a assessoria do Baixo Augusta, o autor das agressões não disse os motivos que o levaram a arremessar os objetos. Ele não foi identificado e foi retirado do cortejo, segundo os organizadores. Depois das agressões, Marcelo Rubens Paiva permaneceu na festa por mais algumas horas.

Em 2025, o tradicional bloco paulista celebrou o filme Ainda Estou Aqui, longa dirigido por Walter Salles e baseado no livro escrito por Marcelo. A obra conta a história de Eunice Paiva, mãe do autor, e sua luta após o desaparecimento de Rubens Paiva, pai de Marcelo, pelas mãos da ditadura militar brasileira.

O longa foi indicado em três categorias do Oscar — Melhor Filme, Melhor Filme Internacional e Melhor Atriz. Marcelo, inclusive, usava uma máscara de Fernanda Torres, que interpretou Eunice Paiva no longa.

Estadão
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