Novo visual de Neymar para a Copa provoca onda de piadas e especialista alerta: 'Queda'
Neymar é chamado de calvo ao mudar o cabelo para a Copa; especialista explica os riscos das mudanças frequentes de cabelo e os sinais de alerta
Às vésperas da estreia do Brasil na Copa do Mundo 2026, Neymar voltou a dominar as redes sociais, mas desta vez por causa do cabelo. O craque surgiu com o icônico moicano repaginado, fios clareados com loiro dourado e laterais na régua, resultado do trabalho do hair stylist Wagner Tenorio, parceiro do jogador há 13 anos.
Se por um lado houve elogios, por outro a internet não poupou: "Parece peruca", "skin Dercy Gonçalves" e "tentando tampar as entradas da calvície" foram alguns dos comentários que viralizaram.
O próprio Tenorio fez questão de contextualizar o trabalho: "Um cabelo espetacular não se resume à aparência. Por trás dele, há cuidado, saúde capilar, tratamentos internos e externos, diagnóstico, acompanhamento e um protocolo desenvolvido para manter seu cabelo forte, saudável e pronto para as partidas mais importantes."
O caso abre espaço para um debate relevante sobre a saúde dos fios por trás das mudanças constantes de visual.
Para a hairstylist e terapeuta capilar Letícia Figueiredo, o impacto é real. "Mudanças frequentes de visual podem impactar tanto a fibra capilar quanto o couro cabeludo, principalmente quando envolvem descoloração, coloração, alisamentos, tonalizações repetidas, uso intenso de calor ou produtos com maior potencial irritativo. A coloração e, principalmente, a descoloração mexem na estrutura do fio: podem abrir a cutícula, retirar parte da proteção natural, reduzir resistência, aumentar porosidade, ressecamento, frizz e quebra. Muitas vezes a pessoa acha que está com 'queda', mas na verdade o cabelo está partindo pelo comprimento porque a fibra ficou fragilizada", explica.
Sobre as piadas envolvendo calvície, a especialista lembra que diagnóstico não se faz por foto. "A calvície masculina pode começar no fim da adolescência ou no início da vida adulta, mas tende a ficar mais perceptível com o passar dos anos. Os primeiros sinais que merecem atenção são entradas ficando mais marcadas, afinamento dos fios na região frontal, perda de densidade no topo e fios cada vez mais finos".
E segue: "Mas é fundamental ter cuidado: não dá para diagnosticar calvície apenas por foto, penteado ou ângulo de imagem. Um corte diferente, o jeito de pentear, a luz ou o gel podem dar uma impressão que não corresponde à realidade", pondera.
A terapeuta também alerta sobre o efeito que a rotina intensa de exposição pública tem sobre os cabelos de atletas e celebridades.
"O estresse não é a única causa de queda, mas pode ser um gatilho importante. Quando o corpo passa por uma fase de estresse intenso, privação de sono ou pressão emocional, ele pode deslocar mais fios para a fase de queda — quadro conhecido como eflúvio telógeno. Além disso, quem vive muito exposto à imagem costuma mexer mais no cabelo: muda cor, corte, usa finalizador, calor, química e penteados com mais frequência. O impacto pode vir dos dois lados: do organismo, por estresse, e da fibra capilar, por excesso de procedimentos", detalha.
Por fim, Letícia resume o que realmente faz diferença na manutenção do cabelo saudável: "Cabelo saudável começa no couro cabeludo. Coceira constante, descamação, dor, ardência, oleosidade excessiva, falhas ou queda intensa não devem ser ignoradas. E quanto mais cedo a pessoa investiga, melhor. Em queda capilar, esperar 'ver se passa' pode atrasar o tratamento. Nem toda queda é calvície, mas toda queda excessiva merece atenção", conclui.
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