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'Não foi uma fatalidade', diz Mônica Martelli sobre morte de Paulo Gustavo

'Duas doses de uma vacina que já existe poderiam ter salvado ele e muitas outras vidas', lamentou a atriz

13 mai 2021 15h10
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Mônica Martelli usa jaqueta de Paulo Gustavo no 'Saia Justa'
Mônica Martelli usa jaqueta de Paulo Gustavo no 'Saia Justa'
Foto: Instagram/ @monicamartelli / Estadão

Mônica Martelli se emocionou ao falar sobre a morte de Paulo Gustavo, nesta quarta-feira, 12. O humorista morreu aos 42 anos na terça-feira, 4, vítima de complicações da covid-19.

A atriz participou do programa Saia Justa, da GNT, vestindo uma jaqueta do amigo. Em chamada de vídeo com Astrid Fontenelle, Pitty e Gaby Amarantos, Mônica falou sobre o luto e criticou o ritmo de vacinação contra o coronavírus no Brasil.

"É muito importante a gente dizer sobre esse luto que estamos vivendo, que não é só meu, é de um país, tem uma palavra de ordem: duas doses de uma vacina que já existe. [A vacina] podia ter salvado ele e muitas outras vidas. Isso vai ser um marco de luta no luto. Essa dor que estou sentindo não é uma dor só minha", lamentou Martelli.

"Claro que tem a intensidade do sentimento, por causa da proximidade da pessoa, mas quanta gente sentiu a dor por Paulo Gustavo, que lotaram teatros e cinemas. Hoje, elas têm que se perguntar: por que no Brasil não temos vacinas suficientes? Não foi uma fatalidade. Era um homem saudável, sem comorbidade! Existe responsável para isso", completou ela, indignada com a política de saúde no país.

Mônica ainda relembrou as conversas que teve com o artista, enquanto ele estava internado, e destacou a importância da luta dele contra a homofobia. "Paulo tinha muito medo de morrer e falava toda hora isso: 'Eu preciso tomar a vacina. Se eu pegar essa doença, vou morrer'. Lá no hospital, na primeira semana, ele me ligava por FaceTime e dizia: 'Estou sofrendo muito. Isso aqui não é uma gripezinha, isso é muito doído'".

"Ele foi um militante importantíssimo, neste Brasil tão desumanizado. É um mar de horrores o que estamos vivendo. Temos que tomar como marco: é luto com luta! Ele ajudou pais a aceitarem seus filhos gays. Isso é muito poderoso, muito importante. Eu estou muito indignada, mas o que sinto mais forte é perplexidade. Não consigo!", completou Mônica.

*Estagiária sob supervisão de Charlise Morais

Estadão
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