'Não é feita pra ser simpática nem agradável', diz Paolla Oliveira sobre Heleninha de 'Vale Tudo'
Ex-rainha de bateria da Grande Rio revelou desafios de viver personagem complexa
Paolla Oliveira defende sua personagem Heleninha no remake de "Vale Tudo", destacando a complexidade do papel, os debates sobre alcoolismo e questões femininas, apesar das críticas nas redes sociais.
Paolla Oliveira vem recebendo uma série de críticas nas redes sociais por seu papel como Heleninha no remake de Vale Tudo. A atriz revelou, no entanto, que entende a percepção do público sobre a personagem.
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"Ela é tomada por atitudes que até a gente se incomoda com elas. Eu mesma me incomodo. Tem horas que eu penso: 'Meu Deus, por que ela está fazendo isso?'", disse em entrevista ao canal Irene Paro Entrevista, do YouTube.
Quando soube do remake da novela das 21h, a ex-rainha de bateria da Grande Rio pediu para fazer o teste para o papel de filha de Odete Roitman.
"Eu estou tão feliz, é um dos momentos mais felizes da minha carreira. É um lugar que eu escolhi estar, sabe? Eu queria muito participar desse trabalho, queria muito fazer a Heleninha. Já começou como uma ousadia, mas também como uma conquista. Heleninha é uma conquista", afirmou.
De acordo com a atriz, apesar das críticas que tem recebido, ela está "amando" viver Heleninha e considera importante a novela trazer à tona os problemas ligados ao alcoolismo.
"Eu amo a Heleninha como personagem, mas, obviamente, tirando toda a dificuldade que é, na vida real, conviver com pessoas que têm esse problema e para as próprias pessoas também. Mas como personagem, ela é perfeita: intensa, conflituosa. A gente tem a possibilidade de discutir questões femininas por vários aspectos e ainda dar um recorte para uma doença", contou.
Paolla também destacou que assistiu trechos da versão original de Vale Tudo, em 1988, para se preparar viver a complexa personagem.
"Ela é chata? É. É complicada? É. Mas a gente tem que lembrar que o foco é o alcoolismo, como já era em 88. Só que o público mudou, e hoje a gente entende que tem mais coisa ali. Tem mais coisa acontecendo com essa mulher dentro desse relacionamento. E daí a gente começa a se ver nela. Começa a olhar e pensar: 'Talvez não seja só o álcool'. Quantas vezes eu mesma me coloquei em situações parecidas, sem ter essa doença ou sem perceber o buraco em que eu estava entrando", concluiu.