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Meghan sofreu quase nada perto do que uma brasileira negra passa todo dia

A ex-atriz preferiu se colocar como vítima de tudo e todos ao invés de seguir bons exemplos de luta contra o racismo e o elitismo

14 jan 2023 - 14h13
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Com o livro ‘Spare’ (vem aí um segundo volume), entrevistas e documentários, Harry transformou a mágoa pela família real em uma novela. Aliás, bastante lucrativa a ele.

Enquanto o Duque de Sussex se superexpõe na mídia e vê a popularidade despencar a cada nova aparição, sua mulher, Meghan Markle, permanece longe dos holofotes, mas igualmente sob críticas.

Não há surpresa na guerra de egos entre os membros do clã Windsor. Família é família, seja parte da nobreza ou da ralé. Sempre haverá confusão entre parentes.

O que impressiona é a fragilidade de Meghan, pivô desse quiprocó. Por ser uma atriz conhecida e vista a princípio como emocionalmente autônoma, imaginava-se que tiraria de letra as pressões inevitáveis da monarquia e da imprensa.

Havia até a expectativa de que ela conseguiria modernizar alguns aspectos da realeza, como a dificuldade em lidar com os jornalistas invasivos e o povo ávido por manifestações afetuosas.

Para fustração geral, Meghan se revelou um poço de insegurança e egocentrismo. Mais vulnerável do que a sogra, a princesa Diana.

O que ela alega ter sofrido de racismo na família de Harry e de parte da mídia de fofocas não chega nem perto do que uma mulher negra passa diariamente no Brasil, seja anônima ou famosa.

Não se deve julgar a dor do outro, nem fazer uma escala de quem padece mais, contudo, a impressão é de que Meghan preferiu o papel de vítima ao invés de enfrentar a guerra que se dispôs a lutar.

Um exemplo positivo é o de Michelle Obama. A então primeira-dama dos Estados Unidos foi envolvida em situações bem piores.

Criaram montagens a deixando com cara de macaco, fizeram incontáveis ironias com seu cabelo alisado, inventaram a fake news de que era biologicamente homem, entre outros ataques sórdidos.

O que ela fez? Se escondeu na Casa Branca? Buscou proteção atrás de Barack? Cobrou cachê para dar entrevista dramática na TV? Não.

Ela encarou os racistas, olho no olho. Por dentro, estava certamente humilhada, porém, não recuou, não deu aos inimigos o prazer de vê-la enfraquecida.

Amiga íntima de Meghan, Oprah Winfrey seria também uma referência. Mesmo já famosa e bilionária, a apresentadora continuou a ser alvo de discriminação.

Em 2005, em Paris, ela tentou entrar em uma loja de luxo. Foi impedida. Ao protestar na porta, uma vendedora disse tê-la confundido com uma conhecida ladra de bolsas da cidade.

Oprah foi ao Twitter. Os donos da rede de butiques só faltaram pedir perdão de joelhos e imploraram a ela para não incitar um boicote à marca. A artista riu do episódio.

“Eu poderia voltar lá e comprar a loja inteira. Não fiz isso porque não quero dar a melhor comissão da vida para aquela vendedora”, respondeu, espirituosa.

Faltou a Meghan Markle inteligência emocional e uma dose de sarcasmo para enfrentar o ranço tradicionalista da família real mais polêmica do planeta e as manchetes sensacionalistas dos tabloides.

Ela poderia ter assumido o papel de duquesa rebelde para contribuir com a luta global contra o racismo. Preferiu interpretar a lamuriosa. Não colou. Hoje vive sem apoio popular encastelada na Califórnia.

Enquanto isso, nas ruas de qualquer País, mulheres pretas anônimas batalham sem cessar pelo direito de existir e ser tratadas com dignidade.

Elas contam com o suporte de celebridades influentes que, ao contrário de Meghan Markle, pensam coletivamente e não apenas em si próprias.

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