Irmão de Suzanne Von Richthofen dispensa herança de R$ 5 milhões do tio
Andreas von Richthofen abriu mão da herança deixada pelo tio, Miguel Abdalla Netto, que faleceu no ano passado; veja
O nome de Andreas von Richthofen voltou ao centro de uma disputa judicial após a decisão de abrir mão da herança milionária deixada pelo tio materno, o médico aposentado Miguel Abdalla Netto. O patrimônio, estimado em cerca de R$ 5 milhões, passou a ser alvo de um novo rearranjo no processo sucessório depois que Andreas formalizou sua desistência.
A informação, revelada pelo portal iG, muda diretamente o cenário do inventário, já que Miguel morreu sem deixar testamento. Com a saída de Andreas da partilha, a herança passa a ser disputada por Suzane von Richthofen e por Silvia Magnani, prima e ex-companheira do médico.
O caso tramita nas varas de Família e Sucessões de São Paulo e envolve não apenas a divisão dos bens, mas também a definição de quem ficará responsável pela administração do patrimônio enquanto o inventário não é concluído. Miguel residia no bairro Campo Belo, na zona sul da capital paulista, onde foi encontrado morto em janeiro deste ano, dentro de casa, sem sinais aparentes de violência.
A Polícia Civil trata o episódio como morte suspeita e aguarda os laudos do Instituto Médico Legal (IML) para esclarecer as circunstâncias do óbito, conforme divulgado pelo iG.
Denúncia de saque e carro no centro da disputa
Onze dias após a morte do médico, o processo ganhou novos desdobramentos. Silvia Magnani registrou um boletim de ocorrência afirmando que o imóvel de Miguel teria sido esvaziado, com a retirada de móveis, eletrodomésticos e até o carro da vítima, um Subaru avaliado em aproximadamente R$ 200 mil.
Pouco depois, Suzane comunicou oficialmente à Justiça que o veículo estava sob sua guarda, armazenado em local seguro e sem uso, aguardando decisão judicial. A defesa alegou que a medida foi tomada como forma de preservar o patrimônio, diante de relatos de possíveis invasões ao imóvel.
Patrimônio e sucessão
Miguel Abdalla Netto era proprietário de ao menos três imóveis na capital paulista: a casa onde morava, outro imóvel recebido por doação e uma sala comercial. Como não deixou filhos nem era casado oficialmente, a legislação brasileira determina que os bens sejam destinados aos parentes colaterais, o que fundamenta a atual disputa judicial.
Com a renúncia de Andreas von Richthofen, o processo sucessório entra em uma nova fase, concentrando o embate entre Suzane e Silvia, enquanto a Justiça aguarda tanto a conclusão do inquérito sobre a morte quanto a definição sobre a administração dos bens.