Em forte reflexão, Luiza Possi revela ter sido vítima de assédio e a paralisia do momento
Cantora usou as redes sociais para abordar diferentes formas de assédio e incentivou mulheres a quebrarem o silêncio
Luiza Possi usou as redes sociais para fazer um desabafo sobre assédio e revelar que já viveu situações em que ficou sem reação diante da violência. Em uma reflexão sincera, a cantora alertou para diferentes formas de abuso e incentivou mulheres a não se calarem.
Assédio vai além da violência sexual
Durante o relato, Luiza chamou atenção para o fato de que o assédio não se limita apenas ao contexto sexual. Segundo ela, é preciso ampliar a discussão e reconhecer outras formas de violência que também causam sofrimento.
"Quando a gente fala em assédio, a gente já pensa em assédio sexual. Mas hoje eu queria falar sobre outros tipos de assédio. Eu quero que a gente pare de se envergonhar, eu quero que a gente pare de se calar, de fingir que a gente não viu, ou de achar que a culpa foi nossa", declarou.
A cantora ainda explicou que o comportamento abusivo pode se manifestar de diferentes maneiras e que o principal sinal de alerta é quando os limites individuais deixam de ser respeitados.
"Existe o assédio moral, existe o assédio de tantas maneiras. E o que é o assédio? Ele é exatamente quando para de ser confortável, quando para de ser agradável, quando para de respeitar teu limite, o limite que você impôs", afirmou.
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A culpa nunca é da vítima
Ao longo da reflexão, Luiza também falou sobre a tendência de muitas mulheres responsabilizarem a si mesmas após passarem por situações de abuso ou constrangimento. Para ela, esse comportamento é fruto de uma cultura que frequentemente minimiza a atitude do agressor.
"Eu creio que todas nós, em algum momento, em algum nível, passamos por isso. E na nossa cabeça, a primeira coisa que vem é: 'Não, a culpa foi minha. Eu entendi errado, não pode ser'. A gente sempre fica querendo culpar a vítima e desculpar o agressor", desabafou.
Um alerta para diferentes formas de violência
A artista reforçou que qualquer situação que ultrapasse os limites do respeito deve ser encarada com seriedade, independentemente da sua natureza. "Não pense que, porque não é um assédio sexual, não machuca. Não pense que, porque não é um assédio sexual, não é assédio", alertou.
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