Script = https://s1.trrsf.com/update-1765905308/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

"Choro tanto nas cenas que fico até cansada", diz Juliana Paes

11 jan 2009 - 07h10
(atualizado às 07h34)
Compartilhar

Durante todo o mês em que permaneceu na Índia para gravar os primeiros capítulos de

Foto: Luiza Dantas/Carta Z Notícias / TV Press
Caminho das Índias

, Juliana Paes andava tranquilamente como uma nativa. "Perguntavam se eu era do norte do país", confirma a protagonista da próxima novela das oito da Globo.

» "Aprender danças indianas foi difícil", diz Juliana Paes

» Juliana Paes diz que peso de ser protagonista não a afetou

A atriz, de descendência árabe, acredita que seu tipo físico foi essencial para conquistar o papel de Maya, a mocinha da história. "A Glória Perez se apegou a isso. Os olhos, a cor da pele. É tudo muito parecido", constata Juliana.

A atriz jura que carregar o título de protagonista do horário nobre pela primeira vez não tem tirado o seu sono. Mas assume que está ansiosa para ver a estréia do folhetim e os comentários sobre a sua performance, embora não tema a carga mais pesada de trabalho e nem as cobranças.

"Tenho a minha maneira de desenvolver meu trabalho. Estudo, me dedico e isso independe de ser um personagem central ou coadjuvante. Quando estou gravando, não penso nisso", minimiza, ao assumir que a responsabilidade é grande já que Caminho das Índias substitui A Favorita. "Porque a novela está bombando e todo mundo vê. Eu não gosto de perder", confessa Juliana, que viveu a jornalista Maira na trama de João Emanuel Carneiro.

Na história de Glória Perez, Maya é uma moça romântica e alegre, que pertence a uma tradicional família da casta dos comerciantes. Os problemas na vida dela iniciam na hora de arrumar um marido. Tudo porque no país dos casamentos arranjados, ela deseja se casar por amor.

Sua grande paixão é Bahuan, interpretado por Márcio Garcia. Mas a relação é impossível aos olhos dos pais da moça e da sociedade, já que ele é um intocável, pertencente a um grupo do povo considerado impuro e condenado. "Aí começa o sofrimento da Maya. Às vezes gravo cenas em que choro tanto que fico até cansada", conta a atriz.

Aulas de ioga e de dança indiana fizeram parte da preparação para o papel. "Ainda bem que existe o Youtube. As pessoas no Brasil conhecem muito pouco da dança indiana e a internet me salvou nesse sentido", diz Juliana.

Para ela, uma das coisas mais difíceis na composição da personagem foi decorar os mudras, movimentos feitos com as mãos em muitas danças. "Cada um tem um significado e deixar isso natural na dança é complicado", valoriza. Livros e filmes também foram importantes fontes de informação. Nome de Família, da indiana Mira Nair, é um destaque entre os mais de 20 longas sobre a Índia que Juliana diz ter assistido.

Para ela, Maya é a personagem mais difícil de sua carreira, desde a estréia em Laços de Família, de 2000, como a empregada doméstica Rita. Tudo porque ficção e realidade não têm nenhum ponto em comum nesse caso e a busca de referências é mais complexa.

"A gente sempre busca algo em uma tia, uma amiga de infância. Nessa novela é tudo completamente diferente do meu modo de ser", justifica. Até por isso, Juliana defende que ter passado um mês na Índia foi fundamental. "Acho que não conseguiria fazer se não tivesse ido. Foi bom ver como as garotas de lá andam, se comportam", valoriza.

De cabelos mais alongados e castanhos, Juliana aparecerá com roupas coloridas que sempre escondem o colo - costume da cultura indiana - mas podem até mostrar a barriguinha.

A sensualidade muitas vezes ligada a seus personagens desta vez aparece menos exacerbada, em meio a cenas de dança. A atriz garante, no entanto, que está preparada para mergulhar e fazer as pessoas mergulharem em um universo tão diferente. "A cada personagem a gente galga novos degraus. Essa mocinha vai ter de encantar as pessoas", aguarda confiante.

Caminho das Índias - Estréia dia 19 de janeiro, às 21h, na Globo.

Encantos orientais

A excursão pela Índia foi um mês de trabalho árduo para Juliana Paes. "As condições eram difíceis porque fazia muito calor e às vezes juntava muita gente para ver as gravações", conta ela. Mas a atriz não esconde que também deu tempo de fazer turismo. "Saíamos para passear pelas ruas de Jaipur e Agra. Tiramos muitas fotos", relembra ela, encantada com a cultura local.

Mesmo com toda a exuberância do Taj Mahal - imenso mausoléu construído pelo imperador Shan Jahan em homenagem à sua mulher - o que mais chamou a atenção de Juliana foi a maneira como os indianos vivem. Alguns costumes a chocaram. "Eles fazem suas necessidades na rua", recorda aos risos.

Mas a simplicidade e a bondade com que os indianos encaram a vida é mais impressionante do que qualquer comida, vestuário ou comportamento exótico. "Existe uma serenidade e uma espiritualidade muito forte. Isso toca forte a gente, que vive tão sem religiosidade hoje em dia", filosofa ela, ao dizer que toda essa energia positiva que impera no país minimiza a pobreza que é vista nas ruas.

Instantâneas

# Até para a viagem à Índia os atores passaram por uma preparação. Juliana Paes conta que durante um mês eles participaram de workshops.

# Como o figurino de Maya é todo composto de roupas longas, a atriz passou a usar esse tipo de vestuário em seu dia-a-dia para se acostumar.

# Uma das coisas que mais impressionou Juliana na Índia foi o trânsito. Ela imaginava que as ruas eram um caos, mas viu que tudo funciona bem. "Apesar da quantidade de gente, carros e bicicletas se dividem tranquilamente. Não há brigas no trânsito ou acidentes graves", diz, admirada.

# Juliana diz que pretende "adaptar" uma indiana típica para o público brasileiro. "Se eu fizesse exatamente como elas são, poderia parecer meio antipático, pois as indianas têm o sorriso mais contido", exemplifica.

Fonte: TV Press
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra