Assessor revela 'mistério' envolvendo herança de Angela Ro Ro
O assessor Fernando Freitas, que também era amigo da cantora, revela 'mistério' envolvendo herança de Angela Ro Ro
A cantora Angela Ro Ro, que faleceu na segunda-feira (8/9) aos 75 anos, teve seu corpo velado na manhã seguinte no Rio de Janeiro. Internada desde junho devido a uma infecção pulmonar, a artista deixou uma situação delicada: sem testamento e sem familiares próximos conhecidos. Agora, caberá a Fernando Freitas, seu assessor e vizinho há mais de 20 anos, cuidar das decisões relacionadas ao sepultamento e aos assuntos legais que envolvem sua herança. "Ela, não tendo parentes imediatos, nesse momento, [sou] responsável por toda essa condição do sepultamento e todos os componentes dessa missão," explicou Freitas em entrevista.
Durante décadas, Fernando acompanhou a carreira de Angela Ro Ro e também administrou questões financeiras. A cantora recebia valores de direitos autorais de suas músicas, mas não havia herdeiros definidos. "Até então, não conhecemos nenhum familiar. [Sei que] ela foi criada no Rio de Janeiro. Ela não deixou testamento nem nada disso," disse Freitas, reforçando a incerteza sobre o destino desses recursos. Ele também comentou que a saúde e a situação financeira da artista se tornaram frágeis ao longo do tempo, culminando na internação: "Ela tem uma trajetória musical e artística muito especial. A parte das finanças e da saúde foram ficando comprometidas."
Patrimônio e decisões da artista
O estado de saúde de Angela Ro Ro apresentava complicações respiratórias e circulatórias. "O sistema, principalmente a parte respiratória e a parte circulatória, estavam bastante debilitados. Tudo foi tentado, o hospital atendeu muitíssimo bem," relatou Freitas, destacando os cuidados médicos prestados. Ele também descreveu a relação próxima que tinha com a cantora: "Ela falava comigo, às vezes, pelo interfone do prédio. Daí a proximidade, a intimidade que ela trazia comigo."
Áudios obtidos pelo Metrópoles revelam que Angela Ro Ro não queria que parentes herdassem seu patrimônio, chegando a chamá-los de "cafajestes". Filha única e sem herdeiros diretos, ela deixou claro o desejo de formalizar um testamento ainda em vida. "Ela queria garantir que ninguém da família herdasse seu patrimônio," registram as gravações, evidenciando sua decisão firme quanto ao destino de seus bens.