Ex-funcionária processa Renata Sorrah em quase R$ 1 milhão e expõe rotina de exploração e adoecimento
Atriz e filha são acionadas na Justiça, e trabalhadora relata rotina de trabalho abusiva e mais de 10 anos sem aumento salarial
Uma ex-funcionária que teria trabalhou por mais de 10 anos para a atriz Renata Sorrah e para sua filha, a médica Mariana Simões, ingressou na Justiça do Trabalho do Rio com uma ação que ultrapassa R$ 900 mil.
De acordo com o colunista Daniel Nascimento, do jornal O Dia, a relação profissional teria se iniciado em 2014, quando a trabalhadora foi contratada para atuar como babá dos netos da atriz global. No processo, ela afirma que permaneceu na função por mais de 10 anos e que, nesse período, não teria recebido aumento de salário, mesmo com a ampliação das atribuições ao longo dos anos, que teriam incluído outras atividades domésticas além da função original.
A ex-funcionária também relata que cumpria jornadas extensas, com início pela manhã e término à noite, podendo ultrapassar 12 horas diárias, além de períodos em regime de plantão e pernoites na residência. Segundo a ação, também haveria registros de acompanhamento da família em viagens, sem compensações adicionais.
No processo divulgado em primeira mão pelo jornalista do O Dia, é alegado ainda que parte da remuneração teria sido paga de forma informal, o que, segundo a autora, impactaria o cálculo de verbas trabalhistas e diferenças salariais.
A trabalhadora afirma ter desenvolvido problemas de saúde durante o período e relata que, após afastamento previdenciário, teria sido dispensada ao retornar ao trabalho. A ação também menciona a interrupção de um suposto acordo relacionado ao custeio de tratamento médico após a demissão.
Entre os pedidos apresentados na Justiça estão o pagamento de horas extras, adicional noturno, FGTS, férias acrescidas de um terço, 13º salário, diferenças salariais e verbas rescisórias. 119,46.
O processo também cita alegações de assédio moral e ausência de exame demissional.
A reportagem tentou contato com as partes citadas, mas não obteve retorno até o fechamento deste texto. O espaço segue aberto para manifestações.
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