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ESTREIAS-Premiado "Você Nunca Esteve Realmente Aqui" e "Vidas à Deriva" chegam aos cinemas

8 ago 2018
16h49
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Veja um resumo dos principais filmes que estreiam nos cinemas do país na quinta-feira:

Joaquin Phoenix no Festival de Berlim
 20/2/2018   REUTERS/Fabrizio Bensch
Joaquin Phoenix no Festival de Berlim 20/2/2018 REUTERS/Fabrizio Bensch
Foto: Reuters

"VOCÊ NUNCA ESTEVE REALMENTE AQUI"

- A escocesa Lynne Ramsay é uma das maiores cineastas em atividade. Mesmo assim, metade de sua filmografia nunca passou no circuito brasileiro. Mais culpa dos distribuidores e exibidores brasileiros do que dela, porque, filme após filme, a diretora aprimora uma crônica profunda da solidão e alienação no tempo presente. Seu novo trabalho, "Você Nunca Esteve Realmente Aqui", chega ao circuito nacional com dois prêmios merecidos em Cannes 2017: roteiro e ator, para Joaquin Phoenix.

Ele interpreta um matador de aluguel, veterano da Guerra do Golfo, que agora resgata vítimas do tráfico de mulheres. O filme é curto e duro, acompanhando um trabalho dele: salvar a filha (Ekaterina Samsonov) de um político ambicioso (Alex Manette).

O protagonista é um homem de poucas palavras e o filme, de poucas explicações. O personagem desce ao inferno e tenta voltar de lá com a garota nas suas costas. A jornada é, como não podia deixar de ser, banhada em muito sangue. E o resultado talvez seja mais um transe hipnótico do que apenas cinema.

"O ANIMAL CORDIAL"

- Curta-metragista premiada, por títulos como "A Mão que Afaga", Gabriela Amaral Almeida estreia com segurança no formato longa, compondo um eletrizante terror psicológico.

Dentro do ambiente de um restaurante fino que sofre um assalto, começa um jogo de poder e de morte, a partir da reação inusitada do proprietário (Murilo Benício). Ali dentro, empregados como o cozinheiro (Irandhir Santos), a garçonete (Luciana Paes), clientes (Ernani Moraes, Jiddu Pinheiro e Camila Morgado) e os ladrões ficam confinados, submetidos à tensão de acontecimentos que não conseguem controlar.

O impasse provoca comportamentos cada vez mais bizarros - mas que seguem a lógica de uma sociedade que costuma expressar suas regras de dominação das maneiras mais duras, sempre que as oportunidades se apresentam.

"VIDAS À DERIVA"

- Em "Vidas à Deriva", Shailene Woodley tenta, e consegue, deixar de lado as heroínas de adaptações de romances para jovens, entrando para a maioridade cinematográfica numa história de sobrevivência diante de grandes adversidades. A atriz interpreta Tami, que ficou à deriva em alto-mar quando o barco em que estava com o namorado é atingido por uma tempestade.

Ela e Richard (Sam Caflin) se conhecem poucos meses antes do acidente, e logo se apaixonam. Inspirado num episódio real, e dirigido por Baltasar Kormákur, o filme acompanha a história deles com idas e vindas no tempo, alternando os primeiros meses do namoro e o esforço pós-tempestade, quando ela o resgata ferido do mar.

Apesar de tecnicamente competente, a estrutura de "Vidas à Deriva" enfraquece o suspense. Assim, a surpresa final parece um tanto gratuita e levemente forçada, apenas para ter alguma reviravolta, já que esse não é o ponto forte do longa.

"A APARIÇÃO"

- Neste drama, o ator francês Vincent Lindon interpreta Jacques, um jornalista de guerra convidado pelo Vaticano para ajudar na investigação sobre uma jovem noviça, Anna (Galatéa Bellugi), que diz ter visões da Virgem Maria, num vilarejo no sul da França.

Jacques, primeiro, é levado ao subsolo do Vaticano, onde conhece os vastos arquivos de investigações sobre fenômenos que vão desde aparições até possessões. Mais tarde, viaja à cidade onde está a garota, para participar de um inquérito. Ele acaba se aproximando da noviça, o que o leva a questionar seu próprio ceticismo.

O embate no filme dirigido por Xavier Giannoli é obviamente entre a razão e a fé. Com quase 2h30 de duração, a obra, porém, se alonga demais, perdendo o foco em alguns momentos. Há boas cenas, mas a relação entre o jornalista e a jovem nem sempre funciona bem. Assim, o resultado nunca atinge a profundidade que o diretor parece almejar.

"PARA SEMPRE CHAPE"

- O diretor uruguaio Luis Ara chega ao seu terceiro filme com o documentário "Para Sempre Chape", no qual conta a história da Chapecoense, clube de futebol de Chapecó, em Santa Catarina, tendo como pano de fundo o acidente aéreo de 2016, em que morreram 71 pessoas, incluindo praticamente todos os jogadores, membros da equipe técnica, da diretoria e jornalistas que se dirigiam para Medellín, onde seria disputada a final da Copa Sul-Americana.

Com imagens de arquivo que mostram a trajetória do clube, que passou da quarta para a primeira divisão do futebol em apenas seis anos, o filme revela como o time conseguiu unir toda a cidade em torno de sua trajetória vencedora e se tornar motivo de orgulho. E como conseguiu se reerguer das cinzas, após o acidente.

O terço final é o mais emocionante do filme ao recordar o acidente, com participação dos três únicos jogadores sobreviventes, Neto, Alan Ruschel e Follmann, que teve parte de uma das pernas amputada.

A equipe também vai a Medellín, onde conversa com uma controladora de voo, que se comunicou com o comandante do avião da empresa boliviana LaMia, mas nada pôde fazer para que o pouso fosse realizado com segurança. Com o reservatório de combustível seco, a tragédia não tinha como ser evitada.

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