'Estava sendo usada', Suzana Alves revela traumas causados pela interpretação da personagem Tiazinha
Atriz explicou como a fama tão precoce abalou sua identidade e inspirou o livro 'Por Trás das Máscaras'
Suzana Alves revelou os impactos psicológicos da fama precoce como Tiazinha, abordando traumas, solidão e a exploração midiática, temas que inspiraram seu livro "Por Trás das Máscaras".
Um dos nomes mais marcantes da TV brasileira no final da década de 1990, Suzana Alves falou sobre os impactos causados pela personagem Tiazinha em sua saúde mental. Ela ganhou projeção no Programa H, da Band, apresentado por Luciano Huck.
Suzana tinha 18 anos à época. Hoje, ela entende as marcas deixadas pela exposição na mídia. "Eu não tinha mais voz nem opinião e não me conhecia porque eu era muito nova. A personagem ficou muito maior do que eu. Não só por fora, mas por dentro também. Passei a ser chamada por um nome que não era o meu, um apelido, e a ser reconhecida por um estereótipo, um produto que não era eu", contou ela em entrevista ao programa Sensacional, da RedeTV.
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Suzana aproveitou para abordar o lançamento de seu livro, Por Trás das Máscaras, para dar mais detalhes sobre os bastidores da fama. "Eu achava que ia me divertir, mas percebi que não tinha amigos de verdade, que era tudo interesse. Percebi que as pessoas mentiam, eram gananciosas e que eu estava sendo usada. Assinei muitos contratos em que confiei".
Em relação à Feiticeira, personagem interpretada por Joana Prado, Suzana explicou que, embora elas não se falassem, havia uma rivalidade alimentada pela mídia. "Me chamaram no camarim cinco minutos antes dela entrar no programa ao vivo. Só lembro que fiquei triste, fui chorar. Chorei só porque me senti traída. Nada a ver com a Joana, mas com a direção e com o Luciano", relembrou.
"A gente não se falava, mas não que a gente tenha discutido. (...) A mídia criou essa rivalidade".
Aos 48 anos, Suzana Alves se dedica atualmente à produção de conteúdo, atuação e estudos de psicologia. Para ela, ter encarado tais desafios no passado a deixou mais forte. "Eu chorava muito de tristeza, porque aquilo me machucava. Hoje eu não choro com os comentários dos outros, não. Estou tão forte por conta desse passado que eu nem ligo para o que escrevem".
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