O cofundador do Studio Ghibli explica por que Hayao Miyazaki ainda não pode trabalhar depois de O Menino e a Garça e fala um detalhe fundamental: "Olha, a garça sou eu"
Seria um filme para o neto e acabou sendo quase autobiográfico. Toshio Suzuki afirma que Miyazaki retornará com novas ideias, mas ainda é cedo.
Depois de lançar Vidas ao Vento, muitos de nós já considerávamos Hayao Miyazaki aposentado, mas o diretor do Studio Ghibli saiu do descanso para fazer um último filme para dar ao neto. E foi assim que acabou nascendo O Menino e a Garça, que foi uma jornada bem longa de sete anos de produção.
Ainda não consigo virar a página
Este seria o filme definitivo do mestre Miyazaki para se despedir do cinema, , mas é claro que a volta ao estúdio o foi consumindo aos poucos e ele já tem ideias para seu próximo projeto. Mas como foi confirmado por Toshio Suzuki, produtor e também cofundador do Studio Ghibli, ainda temos que esperar para iniciar a produção.
A principal razão é que O Menino e a Garça é um filme particularmente pessoal para Miyazaki, no qual ele despejou suas obsessões, suas próprias experiências e as de seus amigos mais próximos. E é mais fácil querer virar a página do que fazê-lo.
"Miyazaki é Mahito [o protagonista], [Isao] Takahata é o tio-avô, e a garça cinzenta sou eu", revelou Suzuki à Indiewire. "Eu perguntei a ele por que e ele me disse que Takahata descobriu seu talento e acrescentou a equipe, acho que Takahata foi quem o ajudou a desenvolver sua habilidade. E, por outro lado, a relação entre o menino e a garça é uma relação em que um não cede ao outro, apenas empurra e puxa".
Miyazaki também se inspirou em sua própria infância durante o bombardeio do Japão na Segunda Guerra Mundial e acabou criando uma história muito intensa sobre luto e perd…