José Wilker fala sobre papel em 'O Bem Amado' em festival
O ator José Wilker comentou na noite dessa segunda-feira (26) no lançamento do filme
O Bem Amado, de Guel Arraes, que seu personagem Zeca Diabo foi criado a partir da interpretação do roteiro de Cláudio Paixa, em atenção aos pedidos do diretor e seguindo seu talento. José Wilker disse que não assistiu à novela
O Bem Amado, sucesso da TV Globo em 1973. "Se tivesse visto, faria uma homenagem ao Lima Duarte, ator que gosto muito", disse. Na televisão, Lima Duarte tornou popular sua elogiada interpretação de um assassino seguidor do padre Cícero Romão Batista.
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No filme, José Wilker interpreta o matador Zeca Diabo e contracena com Marco Nanini, que faz o prefeito Odorico Paraguaçu. Os dois atores, o diretor e as atrizes Andréa Beltrão e Maria Flor participaram, nesta segunda-feira, da abertura do 14ª Cine PE - Festival do Audiovisual, em Olinda, Pernambuco, onde O Bem Amado foi exibido pela primeira vez para uma plateia de 2.500 pessoas que lotaram o Teatro Guararapes, no Centro de Convenções de Pernambuco.
A reação do público, característica desse festival que é historicamente prestigiado pelos recifenses, agradou ao diretor e aos principais atores. Marco Nanini disse que achou muito boa a forma como o público se comportou. José Wilker disse estar acostumado ao contado direto com a plateia, por ser do teatro, mas conhecia a diferença. "No cinema você não pode fazer mais nada. Fica parado e acompanha junto com todos", disse.
O diretor Guel Arraes também foi homenageado na abertura do Cine PE. Ele recebeu o troféu Calunga de Ouro e falou como era a sua infância na cidade em que nasceu, o Recife. "Eu assistia filmes no Cine São Luiz e nem sonhava em ver filmes brasileiros. Hoje o São Luiz se propõe a só passar filmes pernambucanos", comentou. Guel Arraes agradeceu a presença dos familiares, entre eles o sobrinho governador de Pernambuco, Eduardo Campos.
Antes de O Bem Amado, foram exibidos no telão os curta metragens digitais Tanto, de Nataly Callai, e Lá Traz da Serra, de Paulo Roberto. Em 35 mm, o público assistiu ao Bailão, de Marcelo Caetano, O Filme Mais Violento do Mundo, de Gilberto Scarpa, e Recife Frio, de Kléber Mendonça Filho. Destaque para a reação da plateia ao fim de Recife Frio. Ele agradou ao ponto de ser aplaudido demoradamente, sob assobios e gritos.