"Isso me tirou algumas noites de sono": Adaptação de Grande Sertão causou um problemão para diretor de O Auto da Compadecida
Grande Sertão está em exibição nos cinemas brasileiros, nova adaptação do clássico de Guimarães Rosa.
Grande Sertão está em exibição nos cinemas brasileiros, adaptação de Guel Arraes (O Auto da Compadecida) para um dos maiores clássicos da literatura nacional, Grande Sertão: Veredas de Guimarães Rosa. O AdoroCinema participou da coletiva de imprensa do filme, onde o diretor comentou sobre essa nova versão da obra nas telonas.
Escrito em colaboração com Jorge Furtado, Grande Sertão é uma releitura da obra de Guimarães Rosa e Guel Arraes explicou que isso surgiu pela intenção de ter algo a acrescentar na adaptação do livro, que ele considera "um negócio grande".
"A gente achava que estava na hora de fazer um filme sobre a guerra urbana brasileira com mais pontos de vistas, diferente do que já virou quase o gênero do cinema brasileiro, um subgênero do favela movie", conta Guel Arraes. "E a gente achava que tava na hora de fazer algo diferente nisso, diferente como ponto de vista, que a gente tinha que achar um jeito de ter ponto de vista de todos os participantes dessa guerra, inclusive dos bandidos".
Uma das questões mais interessantes de Grande Sertão é que, por mais que a história seja reimaginada para um contexto urbano atual, essa adaptação resolveu manter o texto original de Guimarães Rosa. O diretor, responsável por O Auto da Compadecida, tinha preocupação de que isso ficasse estranho. "O mais comum, o mais prudente seria fazer uma coisa de época porque essa linguagem já passa melhor, você já sai do contemporâneo".
Isso me tirou algumas noites de…