Giulia Gam diz ter desistido de tentar boa relação com Pedro Bial
- Guilherme Scarpa
O mar de Fortaleza não é tão azul quanto o Mediterrâneo. Mas a atmosfera cinematográfica e o clima de balneário do Festival de Cannes também dão pinta no Cine Ceará. Foi justamente nesse cenário que O Dia conversou com Giulia Gam, uma das homenageadas da 21ª edição da competição ibero-brasileira.
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Ainda atordoada com o prêmio por sua contribuição ao cinema nacional, Giulia, que poderá ser vista na série da Globo As Brasileiras, de Daniel Filho, e no aguardado filme Assalto ao Banco Central, teve até um ímpeto de diva ao ser abordada por uma fã que queria uma foto dela, na Avenida Beira-Mar. "Pelo amor de Deus, agora não", disparou a atriz, que, dois segundos depois, caiu em si. "Que horror! Eu nunca fiz isso!", jurou ela.
Aos 44 anos, a atriz viu um filme inteiro passar pela cabeça ao subir ao palco do Teatro José de Alencar, quarta-feira, para receber o prêmio Eusébio Oliveira. "Fiquei muito feliz e surpresa. Aí, me deu um clique: lembrei que já tinha me apresentado nesse teatro, aos 19 anos, com a Fernanda Montenegro, na peça Fedra. Queria ficar quieta, contemplando. Isso me trouxe paz. Era como se toda a minha história, momentos difíceis e bons, passassem por ali. São quase 30 anos", avalia Giulia.
Aliviada, a atriz conta que superou as dificuldades de seu relacionamento com o ex-marido, Pedro Bial. "Ah! Eu desisti ter tentar ter uma boa relação com ele. Isso já não me importa mais. É só nosso filho que interessa e é sempre sobre ele que a gente conversa. Muito difícil passar por um litígio. Mas não é isso que move a minha vida. Tirei o peso, sei que Theo sobreviveu. As pessoas dizem que ele é um menino bacana. Valeu a pena", diz ela, que está encerrando um ciclo. "Achei que aos 30 anos eu estava no auge, fazendo Dona Flor, tendo filho, formando uma família. Mas, de repente, as coisas explodem e demora até você rearrumar tudo. Faz quatro anos que a minha mãe morreu. É estranho ficar órfão. Quando você não tem os dois, é como cortar a corda do balão. Mas quando a gente tem um filho, não pode se queixar", derrete-se ela.
Sem queixas
Além do filme Assalto ao Banco Central, em que vive uma policial gay, Giulia está de namorado novo, o americano Stephen Bocskay, de 35 anos, de quem não desgrudou no fim de semana. "Eu não gosto mais de falar desse assunto, já passei da idade. Mas estou de bem com a vida", desconversa ela, que prefere focar nos novos projetos. "Trabalhar com Daniel (Filho) sempre me traz sorte. Ainda não sei como é a personagem de As Brasileiras, mas já topei. Também não vi pronto o filme do Marcos (Paulo). Faço uma policial discreta, mas tem uma hora que a namorada dela aparece na Polícia Federal e faz uma confusão", adianta ela.