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Vorcaro operou estratégia de divulgação de filme sobre Bolsonaro com sócio de Leo Dias

Dono do Banco Master reclamou para o empresário Thiago Miranda, sócio do Portal Leo Dias, que havia sido publicada uma reportagem sobre a produção, e o texto foi apagado. Procurados, Vorcaro e Miranda não se manifestaram; Portal Leo Dias afirmou que informações publicadas posteriormente sobre o filme foram consideradas mais consistentes

21 mai 2026 - 17h39
(atualizado às 19h21)
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BRASÍLIA - Novas mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro mostram que o dono do Banco Master operou a estratégia de divulgação do filme "Dark Horse", sobre a história do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em agosto de 2025, Vorcaro reclamou para o empresário Thiago Miranda, sócio do Portal Leo Dias, que havia sido publicada uma reportagem sobre a produção, e o texto foi apagado. O portal só voltou a tratar sobre o filme em dezembro daquele ano. As informações são do site Intercept Brasil.

O filme sobre Bolsonaro teve mais de 90% do seu orçamento bancado com dinheiro de Vorcaro, preso e investigado por fraudes financeiras. O dinheiro foi um pedido do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Karina Ferreira da Gama, dona da produtora GoUp, responsável pelo longa-metragem, diz que o orçamento já realizado do filme está em cerca de US$ 13 milhões (o equivalente a R$ 65,7 milhões). Flávio admitiu que recebeu do banqueiro mais de US$ 12 milhões (cerca de R$ 60,6 milhões) para "patrocinar" o filme.

Procurados, Vorcaro e Miranda não se manifestaram. Já o Portal Leo Dias afirmou, em nota ao Intercept, que voltou a abordar sobre a produção meses depois porque as informações foram consideradas mais consistentes pela equipe do site.

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, criticou divulgação do filme de Jair Bolsonaro
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, criticou divulgação do filme de Jair Bolsonaro
Foto: Divulgação/Banco Master / Estadão

De acordo com o Intercept Brasil, em 1.º de agosto de 2025, Vorcaro enviou uma mensagem a Miranda: "Opa tudo bem? Achei que divulgar que ta fazendo o filme muito ruim, nao acha?", escreveu o dono do Master. A divulgação de "Dark Horse" ainda não havia começado - o teaser da obra se tornou público pela primeira vez no início de dezembro daquele ano.

Miranda concordou e disse que tentaria descobrir o que havia acontecido para que o texto tivesse sido publicado. "Acho muito!! Tínhamos combinado de não divulgar nada. Vou entender agora com o Mário", respondeu o empresário. A reportagem cita que a referência pode ser ao deputado federal Mário Frias (PL-SP), produtor-executivo do filme.

Em resposta, Vorcaro disse: "Mas soltou no Leo. Mto ruim". Miranda, então, afirmou que pediria para apagarem o texto. "Acabei de ver. Vou pedir pra apagar", falou.

Na sequência, o empresário afirmou que conversou com Mário e Flávio, em possível referência ao senador. Ele justificou que a reportagem no Leo Dias havia sido publicada pelo início das gravações e dos testes. "Acaba vazando. Mas não vai aparecer nome de ninguém. Eles me garantiram isso. Já mandei deletar", disse Miranda. A reportagem intitulada "História de Bolsonaro vira filme nos EUA; ex-presidente será retratado como herói" foi apagada.

Como revelou o Estadão, uma empresa do jornalista Leo Dias, recebeu ao menos R$ 9,9 milhões diretamente do Banco Master. A informação consta de um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

O documento aponta que o banco de Vorcaro fez seis pagamentos para a Leo Dias Comunicação e Jornalismo entre fevereiro de 2024 e maio de 2025. Leo Dias recebeu outros R$ 2 milhões de uma firma que teve aportes do Master como principal fonte de receita, segundo outro informe do Coaf.

Em abril, quando foi publicada a reportagem do Estadão, Leo Dias disse por meio de nota que os pagamentos são relativos a um contrato de publicidade firmado com o Will Bank, que fazia parte do conglomerado do Master e também foi liquidado pelo Banco Central.

Estadão
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