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'Um Dia Cinco Estrelas' une comédia popular ao drama das avaliações em corridas de Uber

Diretor Hsu Chien fala sobre o filme brasileiro que estreia esta semana: 'Nós vivemos essa sociedade em qualquer situação, fazendo cotação de tudo'

7 jul 2023 - 22h10
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Pedro Paulo (Estevam Nabote) está vivendo uma sinuca de bico: de um lado, quer passar o dia cuidando de seu carro, um Opala dos anos 1970; do outro, precisa ajudar a família do sufoco e realizar o sonho da sua mãe (Nany People) de viajar para Buenos Aires. Ele encontra o único caminho que une os dois mundos: ser motorista de aplicativo. Essa é a história de Um Dia Cinco Estrelas, filme brasileiro que estreia nos cinemas nesta quinta, 6.

Cena de 'Um Dia Cinco Estrelas'
Cena de 'Um Dia Cinco Estrelas'
Foto: Divulgação / Paris FI / Estadão

A ideia do roteiro, de Ricky Hiraoka e Cris Wersom, é fazer graça com as dificuldades de Pedro, mas também cutucar questões sociais. "Os roteiristas escreveram uma comédia sobre a tragédia que é a 'uberização'. Afinal, toda comédia vem da tragédia, dos dramas humanos", diz o diretor Hsu Chien. "É um microcosmo do Brasil. Cada personagem representa uma parcela de classe social, de diversidade de gênero e de comportamento".

A cada passageiro que entra no carro de Pedro, uma história é contada. O homem que antes vivia no casulo de sua casa limpando o carro e vendo a vida passar pela janela é confrontado com o mundo exterior: o cantor fracassado, o trisal, os idosos perigosos e por aí vai. A dinâmica lembra Essa Pequena é uma Parada e Um Convidado Bem Trapalhão, algumas inspirações diretas de Hsu Chien.

Algumas cutucadas surgem, enquanto isso, a partir do que o filme sugere: aquele senso de urgência em ser sempre bem avaliado, como se fosse Nosedive, episódio de Black Mirror em que as pessoas vivem pelas boas avaliações "Nós vivemos essa sociedade em qualquer situação, fazendo cotação de tudo. Todo mundo é cotado", diz Hsu, que também passa por isso com seus filmes.

"Temos a expectativa de ter o melhor atendimento, o melhor profissional, o melhor vendedor. Passamos 24 horas por isso."

Um Dia Cinco Estrelas, assim, une a reflexão sobre a "uberização" com o humor pastelão. Dois universos que parecem não fazer sentido juntos, mas que acabam atingindo pessoas que precisam discutir essas ideias. Tudo isso com um personagem boa praça. Aquele motorista que acrescenta no seu dia. "Ele é uma pessoa de bom coração, ingênua, que é levada no papo pelos passageiros", comenta o diretor. "O filme é uma celebração do que é o Brasil, das pessoas de bom coração".

Cena de 'Um Dia Cinco Estrelas'
Cena de 'Um Dia Cinco Estrelas'
Foto: Divulgação / Paris Filmes / Estadão
Estadão
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