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'Einstein e a bomba': 7 falas marcantes do cientista no novo documentário da Netflix

Roteiro do docudrama é costurado por frases ditas por Einstein que refletem sobre a tirania, a paz e o papel da ciência em um contexto de conflito iminente

18 fev 2024 - 13h23
(atualizado às 19h06)
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No trecho, o cientista relembra os primeiros questionamentos sobre o mundo que deram vazão a suas pesquisas.

Einstein lembra que, quando era criança, queria apenas ficar em um canto, sem que o mundo lhe prestasse atenção. De repente, ele estava diante dos olhos de um planeta dividido, onde sofria, inclusive, ameaças de morte.

A frase aparece nos primeiros minutos do docudrama, e serve como catalisadora para o porvir da narrativa.

Einstein opina que, em contextos extremos, a resposta a um conflito ético e mortal deveria ser uma organização capaz de combater essa realidade. A paz, para ele, era missão e não apenas idealização.

Como o próprio disse: "O silêncio faria com que me sentisse culpado por ser cúmplice".

No trecho, o cientista reflete sobre o que estava acontecendo em seu país natal com a ascensão de Hitler, e quais os riscos que isso representava para a liberdade e a segurança dos povos.

Einstein declarava-se antiguerra, mas, diante do contexto que se emergia na Alemanha, estava convicto que a força organizada e militarizada do fascismo alemão só poderia ser combatida com outra força organizada.

Assim, o cientista refletia sobre a realidade de sua nação, que, naquele momento, não tinha mais espaço para os valores que ele considerava irrefutáveis: a liberdade religiosa e cultural dos povos.

No contexto do filme, a célebre frase - "se estivesse errado, bastaria um" -, é uma resposta à política da Alemanha nazista, que questionava os estudos do cientista. Quando informado que 100 professores nazistas taxaram sua teoria como incorreta, Einstein, então, afirma que, caso estivesse mesmo errado, bastaria um professor para confrontá-lo.

Além de mostrar que seus resultados só foram alcançados após testes e experimentos - ou seja, comprovados - Einstein parece acenar para um processo científico que se popularizaria após a II Guerra, a revisão pelos pares. Sobretudo, o cientista coloca em xeque a opinião de quem duvidava de seu objeto de pesquisa mais por ter valores contrários aos do cientista do que pelos resultados que ele atingiu.

Trecho do discurso de Einstein de 1933 em Albert Hall, Londres, para a conferência "Ciência e civilização", que foi visto como uma resposta ao fascismo que se formava.

Méritos

Um dos grandes méritos de Einstein e a bomba é se debruçar sobre a humanização do maior cientista do século 20. Mesmo ele, considerado gênio, se frustra com o que considera ter sido seu maior erro de cálculo: abrir a "caixa de Pandora" da bomba atômica.

Ao longo da narrativa, vemos que o cientista demonstra ser demasiadamente humano ao falhar, se arrepender e refletir sobre suas próprias convicções e sua missão como cidadão de um mundo em crise.

Estadão
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