Script = https://s1.trrsf.com/update-1770314720/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js

Cinema brasileiro atinge melhor arrecadação desde a pandemia com R$ 220 milhões em 2024

Leis de incentivo e sucesso de filmes como "Ainda Estou Aqui", "Minha Irmã e Eu" e "Auto da Compadecida 2" impulsionaram o setor

31 dez 2024 - 08h40
Compartilhar
Exibir comentários
Foto: Instagram/Selton Mello / Pipoca Moderna

Crescimento do cinema nacional

O cinema brasileiro alcançou em 2024 seu melhor desempenho desde a pandemia, com arrecadação de mais R$ 220 milhões, segundo dados da Agência Nacional de Cinema (Ancine) atualizados com as últimas bilheterias do ano. O setor foi impulsionado por uma combinação de investimentos culturais, leis de incentivo e produções de destaque como "Ainda Estou Aqui", "Minha Irmã e Eu" e "O Auto da Compadecida 2".

Leis como a Lei Paulo Gustavo, que destinou R$ 3,8 bilhões para o setor cultural — dos quais 55,3% foram direcionados ao audiovisual —, e a renovação das cotas de tela para 2025 ajudaram a reverter o cenário de desmonte vivido nos últimos anos.

Impacto da política cultural

Em 2024, 11 milhões de brasileiros assistiram a filmes nacionais, marcando um crescimento significativo em relação aos anos anteriores. Em 2023, foram apenas 3 milhões de espectadores, enquanto 2022 registrou 4 milhões e 2021 ficou abaixo de 1 milhão.

O crescimento reflete diretamente um aumento no apoio governamental, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destinando mais verbas para a Ancine, prorrogando a Lei do Audiovisual e destinando cotas de tela para a produção nacional, em franco contraste com o governo Bolsonaro, que deixou as cotas vencerem sem renovação e praticou um verdadeiro desmonte cultural como política de governo. As ações de Bolsonaro resultaram nas piores bilheterias do cinema brasileiro desde a Retomada dos anos 1990. Em contraste, durante o governo Lula, o país revive o clima da Retomada, assim batizada por refletir uma reação da produção cinematográfica após outro governo desastroso, o de Fernando Collor, que acabou com a Embrafilme.

Na semana passada, Lula garantiu R$ 300 milhões em renúncia fiscal para o setor cinematográfico em 2025. Segundo o governo, a medida faz parte de um esforço para corrigir as políticas culturais, ampliando os incentivos à produção nacional.

Fenômeno "Ainda Estou Aqui"

O filme "Ainda Estou Aqui", dirigido por Walter Salles e estrelado por Fernanda Torres, foi o grande destaque do cinema nacional em 2024. Indicado ao Oscar de Melhor Filme Internacional, o longa atraiu mais de 3 milhões de espectadores e arrecadou mais de R$ 63 milhões. Lançado em 7 de novembro, a produção liderou as bilheterias brasileiras, superando títulos internacionais como "Gladiador 2", "Venom 3" e "Wicked". Nas duas primeiras semanas, "Ainda Estou Aqui" faturou R$ 27,7 milhões, ultrapassando "As Marvels", da Marvel Studios, que arrecadou R$ 19,1 milhões no mesmo período.

Com esse desempenho, o longa se tornou a maior bilheteria da carreira de Walter Salles, superando "Central do Brasil", que levou 1,6 milhão de pessoas aos cinemas em 1998. Além disso, desbancou "Minha Irmã e Eu" como o filme nacional mais visto em 2024, consolidando sua posição entre os cinco maiores sucessos de bilheteria do ano.

Fenômeno "O Auto da Compadecida 2"

Para fechar o ano com chave de ouro, "O Auto da Compadecida 2" registrou a maior estreia nacional de 2024, atraindo mais de 1 milhão de espectadores entre o feriado de Natal e o último domingo (29/12). O longa estrelado por Matheus Nachtergaele e Selton Mello arrecadou R$ 19,6 milhões no lançamento estendido.

Para dar a dimensão da façanha, vale apontar que "Ainda Estou Aqui" demorou duas semanas para alcançar a marca de 1 milhão de espectadores, número atingido por "O Auto da Compadecida 2" já no seu lançamento.

Pipoca Moderna Pipoca Moderna
Compartilhar

Comentários

As opiniões expressas nos comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Terra.

Seu Terra