Cinema é "deixado para depois" na retomada da Cota de Tela para produções nacionais; entenda o que isso significa
Mudança no Projeto de Lei nº 3696/2023 postergou melhoria na distribuição de filmes brasileiros.
Pouco tempo depois de celebrar o Dia do Cinema Nacional e semanas após a realização de um dos maiores festivais cinematográficos do Brasil, uma notícia frustrante tanto para o público quanto para cineastas, atores, produtores e demais profissionais da área se instala no país.
O Projeto de Lei nº 3696/2023, proposto pelo senador Randolfe Rodrigues (sem partido-AP), previa inicialmente a renovação da cota de tela no cinema e na TV pelos próximos dez anos. No entanto, após passar pela Comissão de Educação e Cultura, com relatório do senador Humberto Costa (PT-PE), uma emenda do senador Eduardo Gomes (PL-TO) retirou as salas de cinema da proposta.
"Chegamos à conclusão de que precisamos de um entendimento setorizado, um olhar exclusivo sobre a questão do cinema. Então, resolvemos retirar esse segmento do projeto que tramita para tratar em um texto à parte, com tempo e condições para essa discussão. No caso da cota de tela da TV paga, havia consenso sobre o tema e uma urgência, tendo em conta que há uma data a vencer (12 de setembro). Então, foi uma construção coletiva agir dessa forma", disse o senador Humberto Costa, em entrevista ao O Globo.
Agora, um novo projeto deve ser construído para que a Cota de Tela possa retomar o espaço na distribuição dos longas-metragens nacionais. Enquanto isso, os filmes nacionais ficam "desprotegidos" diante de uma enxurrada de lançamentos internacionais, algo que não é necessariamente novo, como relembrou Ingrid Guimarães em entrevista…