Cacá Diegues é velado no Rio: famosos se despedem
Glória Pires, Gilberto Gil, Cláudia Abreu e outros nomes foram ao evento
O corpo do cineasta Cacá Diegues (1940-2024) está sendo velado neste sábado, 15, na Academia Brasileira de Letras (ABL), da qual era imortal, no Centro do Rio de Janeiro.
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A cerimônia começou por volta das 11 horas e, em poucas horas, recebeu visitas de anônimos e famosos.
Para se despedir do diretor, passaram por lá: Mariana Ximenes, Carla Camurati, o prefeito Eduardo Paes, Babu Santana, Guti Fraga, Mary Sheila, Maria Ceiça, Bruno Barreto, Pedro Bial, Cláudia Abreu, Rosane Svartman, Glória Pires, Gilberto e Flora Gil.
Quem não pôde ir fez questão de se fazer presente de alguma forma. Foi o caso de Caetano Veloso e Bárbara Paz, que enviaram coroas de flores ao evento.
Não há informações sobre o término do velório, mas sabe-se que Cacá Diegues será cremado no Cemitério do Caju, na zona portuária do Rio de Janeiro. O cineasta morreu na sexta-feira, 14, após complicações cardiocirculatórias.
Quem foi Cacá Diegues?
Carlos José Fontes Diegues nasceu em Maceió, em 1940. Aos 6 anos, mudou-se com a família para o Rio de Janeiro, onde cresceu no bairro de Botafogo, na Zona Sul.
Um dos principais nomes do Cinema Novo, esteve ao lado de cineastas como Glauber Rocha, Leon Hirszman, Paulo Cesar Saraceni e Joaquim Pedro de Andrade na consolidação do movimento, que renovou o cinema brasileiro nas décadas de 1960 e 70.
Ao longo da carreira, Cacá Diegues dirigiu mais de 20 longas-metragens. Entre os mais premiados estão Xica da Silva (1976), Bye Bye Brasil (1980), Veja Esta Canção (1994) e Tieta do Agreste (1995).
Outras produções marcantes incluem Ganga Zumba (1964), Os Herdeiros (1969), Joanna Francesa (1973), Chuvas de Verão (1978), Quilombo (1984), Um Trem para as Estrelas (1987) e Orfeu (1999). Em 2003, lançou Deus é Brasileiro, seguido por O Maior Amor do Mundo (2005) e O Grande Circo Místico (2018), inspirado na obra do poeta Jorge de Lima.
Em 2012, foi homenageado no Grande Prêmio de Cinema Brasileiro, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, em reconhecimento à sua trajetória.