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"Agora faço parte do que sempre gostei", diz global sobre filme da Disney

27 dez 2011 - 07h14
(atualizado em 27/1/2011 às 21h04)
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Após interpretar o indiano Raj na novela global

Rodrigo Lombardi falou sobre a experiência de dublar um personagem animado em 'A Princesa e o Sapo'
Rodrigo Lombardi falou sobre a experiência de dublar um personagem animado em 'A Princesa e o Sapo'
Foto: Ivan Pacheco / Terra
Caminho das Índias

, Rodrigo Lombardi encarna um novo desafio em sua carreira: ele dá voz ao príncipe Naveen da animação

A Princesa e o Sapo

. Em entrevista exclusiva ao

Terra

, o ator falou com empolgação e brilho nos olhos sobre a experiência. O que pouca gente sabe é que ele é fascinado por contos de fadas, expert no mundo infantil e fã de carteirinha do Walt Disney.

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» Lombardi dubla príncipe

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Foi graças ao sucesso de Raj que surgiu o convite para dublar o personagem. O diretor de dublagem brasileiro Garcia Júnior (voz do herói He-Man e de Arnold Schwarzenegger em vários filmes) se encantou com a voz "sincera" de Lombardi ao ouvi-lo em um spot de rádio. "Na hora pensei: 'esse cara é maravilhoso!'", conta Garcia. O ator não pensou duas vezes para aceitar o convite. "Fiquei em estado de êxtase. Foi a oportunidade de fazer parte de tudo aquilo que eu sempre gostei de ver!", falou Lombardi.

Confira a entrevista exclusiva com o ator:

Foi sua primeira experiência com dublagem?

Com grandes personagens sim. No começo da minha carreira, por volta de 1998, eu procurei dubladores em São Paulo, mas era outra época, outra possibilidade, outra tecnologia. Fazia uma horinha de dublagem e, ao final, pensava: "nunca vou conseguir dublar um filme". Eu pingava, meu coração batia, o estômago roncava. Até fazia direitinho, mas saía de lá como quem sai da cadeira do dentista. Quando o Garcia me chamou, já fiquei meio mole, mas aceitei porque vi que a tecnologia e a direção eram outras. O tempo passou e hoje eu sou um cara muito mais relaxado.

Como surgiu o convite?

Às vezes toca o telefone em casa e você pensa: "ai meu deus, é o gerente do banco!". Aí você atende e é o dono da Disney. Isso acontece na vida! Você fica em estado de êxtase. Eu sou um cara que sempre assistiu a todos os desenhos. Me lembro de desenhos que já caíram no poço do esquecimento. E quando surgiu esse convite, pensei: "cara, é a oportunidade de fazer parte de tudo aquilo que eu sempre gostei de ver!".

O que mais chamou sua atenção em A Princesa e o Sapo para você mergulhar de cabeça no projeto?
Quando me ligaram da Disney, podia ser qualquer coisa que eu aceitaria. Mas A Princesa e o Sapo é importante porque é a volta da Disney em 2-D e nisso você já imagina o cartunista ali, fazendo cada movimento do personagem. E tem o fato do jazz, eu sou um amante do jazz. Ser um conto clássico e definitivamente sou um homem dos clássicos. Tanto dos contos de fadas, quanto do cinema, do teatro e da ópera. Tudo se encaixou. Fiquei até com medo no início: "Será que eu vou me encaixar nisso?". Mas se deu certo para todo mundo que eles convidaram, por que não daria para mim?

Há uma antiga polêmica no meio artístico de que dublagem não é interpretação. Há diferença em colocar a cara no vídeo e em emprestar só a voz?
É engraçado falar que dublagem não é interpretação, porque se você não entregar isso para um ator, vai entregar para quem? É a mesma coisa que dizer que baterista não é músico. É claro que é interpretação. É simplesmente uma questão de ajuste. Cada um tem o seu timing. Quando eles fazem um desenho lá (nos EUA), eles primeiro leem, gravam e depois o desenho se molda à leitura do ator. Aqui a gente pega pronto e tem que transpor para o português. Eu acho que é duplamente um trabalho de ator.

O Bruno Campos, que dubla o príncipe Naveen na versão original, é brasileiro e fala muito bem o português. Não te incomodou ter sido chamado para dublar a versão brasileira, sendo que ele poderia ter feito?

Não, o Bruno fez maravilhosamente bem o Naveen original. Por uma questão de agenda, ele não o dublou também em português. O Bruno Campos mora em Beverly Hills e, com tudo o que ele tem para fazer em Hollywood, seria humanamente impossível ele cumprir os compromissos, como eu agora, que estou sentado conversando com você. Ele está também lá fazendo a mesma coisa, já que A Princesa e o Sapo será lançado simultaneamente nos Estados Unidos e no Brasil.

Você acabou de viver um personagem encantador, o Raj de Caminho das Índias, um príncipe dos sonhos para todas as mulheres, e agora dubla um príncipe da Disney. Você vai se especializar em príncipes?

Eu costumo dizer que o Naveen é uma mistura de Raj com Ciro Feijó, de Desejo Proibido, que é até um vilão que eu fiz, mas um vilão de bom coração. Hoje em dia, as animações são feitas para as crianças e também para que os pais queiram levar as crianças. O Naveen é um príncipe que aprende a se tornar humano enquanto sapo. Ele é um filhinho de papai que tem sua mesada cortada porque é um esbanjador, um bon vivant. Quando ele vira sapo, aprende as pequenas atitudes da vida de um ser humano que formam o caráter de uma pessoa. E ele aprende a gostar daquilo e vê na Tiana a possibilidade de ser realmente feliz.

Você gostava de contos de fadas quando criança?
Sou vidrado em contos de fadas. Leio todos os livros de psicologia de contos de fadas. Tenho um de cabeceira que se chama Os Sete Pecados Capitais Nos Contos de Fada, que explica como eles surgiram. Eles vieram da tradição oral. Sei até o porquê da figura da madrasta. Naquela época, era comum mulheres morrerem no parto e, quando isso acontecia, o pai, que trabalhava fora, procurava se casar com uma mulher que já tinha filhos. E essa mulher que vinha com sua prole para uma casa nova, disputava espaço. Os contos de fadas russos, por exemplo, são violentíssimos. Quando a Disney transpôs essas histórias para a questão do sonho, aí eles ganharam realmente dimensão. Acredito que até mais quando os irmãos Grimm pegaram os contos de fadas para comercializar. O Wall Disney transformou isso em sonho e a gente vive disso até hoje.

Você é um expert em contos de fadas. Após a experiência em A Princesa e o Sapo, você tem vontade de trabalhar em outros?
Sonho em montar para o teatro um conto alemão chamado "homem pequeno que consegue as coisas de modo ilícito". É aquela velha história da princesa que tem que transformar palha em ouro e um duende transforma para ela em troca do primeiro filho com o rei. Se eu fosse o Tim Burton eu faria um filme dessa história, mas como não sou eu montaria para o teatro.

Como foi a viagem para a Disneylândia com sua mulher e com seu filho?
Foi uma delícia. Eu estava morrendo de medo de o meu filho ter medo, mas ele ficou maravilhado. A gente que é adulto, vira criança, imagina a criança. Eu adorei os bonecos! Eu coleciono miniaturas, comprei todos! Já tenho o príncipe Naveen em casa! Quando você pisa ali e olha em volta, vê o Pateta, o Mickey e o Pato Donald na Parada, você fala assim: "ninguém aqui sabe, mas eu faço parte disso". É genial!

Você me parece ser um pai coruja e então deve estar feliz por esse trabalho ser direcionado às crianças? A paternidade pode mudar o caminho da sua carreira de alguma forma? Você ficou mais cuidadoso ao escolher seus trabalhos?

A paternidade muda muita coisa e pode mudar na minha carreira. O grande barato da paternidade é trazer um pouco de maturidade para um grande sonhador como eu. Ela me coloca um pouco no pé no chão até mesmo para eu ter outro olhar sobre as coisas. A paternidade é um sonho antigo. Eu queria ser pai desde os 15 anos!

Fonte: Redação Terra
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