De empacotador a ícone global: a trajetória de Bad Bunny!
Bad Bunny deixou de ser apenas um fenômeno da música latina para se tornar um marco cultural global. A confirmação do artista como atração principal do Super Bowl LX, em 2026, simboliza uma virada histórica. Pela primeira vez, um artista solo latino lidera o maior espetáculo musical do planeta.
O caminho até esse palco não foi imediato nem previsível. Ele começou em Porto Rico, longe dos holofotes internacionais e dos padrões da indústria americana. Ainda assim, Bad Bunny transformou identidade, idioma e vivência em força artística.
Seu nome verdadeiro é Benito Antonio Martínez Ocasio. Ele nasceu em 10 de março de 1994, em Vega Baja, Porto Rico. Pisciano, carrega na arte sensibilidade, inquietação e emoção intensas.
A trajetória que culmina no Super Bowl é feita de escolhas conscientes. Bad Bunny decidiu não abandonar o espanhol para alcançar sucesso global. Essa decisão mudou não só sua carreira, mas o mercado musical inteiro.
Quem é Bad Bunny e por que ele se tornou um fenômeno global
Bad Bunny é um músico porto-riquenho com alcance mundial. Ele conquistou fãs sem abrir mão do sotaque, da cultura e das raízes latinas. Seu sucesso rompeu um padrão histórico da indústria musical.
Antes dele, artistas latinos migravam para o inglês buscando reconhecimento global. Bad Bunny fez o caminho inverso e mostrou que o espanhol também lidera paradas. Essa virada redefiniu o espaço da música latina no mundo.
Vencedor de três Grammys, ele soma hits que atravessam fronteiras culturais. Entre eles estão "Titi Me Pregunto", "Dakiti", "Moscow Mule" e "Yonaguni". O hit "I Like It", com Cardi B e J Balvin, alcançou o topo da Billboard.
Seu álbum "El Último Tour del Mundo", lançado em 2020, fez história. Foi o primeiro disco totalmente em espanhol a estrear em primeiro lugar na Billboard 200. Ele repetiu o feito com todos os álbuns seguintes.
Em 2026, Bad Bunny alcançou outro marco inédito. "Debí Tirar Más Fotos" tornou-se o primeiro álbum em espanhol a vencer o Grammy de Álbum do Ano. O reconhecimento consolidou sua posição como artista global.
Infância, família e as primeiras influências musicais
Bad Bunny cresceu no bairro Almirante Sur, em Vega Baja. A família vivia uma realidade de classe média baixa. O pai era caminhoneiro e a mãe, professora de inglês.
Ele tem dois irmãos mais novos, Bernie e Bysael. A música sempre esteve presente no ambiente familiar. Ainda criança, Benito cantava no coral da igreja católica local.
Aos 13 anos, deixou o coral e passou a criar suas próprias batidas. Ele improvisava rimas na escola e produzia músicas no quarto. Esse espaço doméstico virou seu primeiro estúdio criativo.
As influências musicais eram diversas e pouco convencionais. Bad Bunny ouvia reggaeton, salsa, merengue e até rock internacional. Durante um período, sua banda favorita era os Bee Gees.
Entre os ídolos latinos estavam Daddy Yankee, Vico C e Tego Calderón. Essas referências moldaram um estilo híbrido e autoral. Desde cedo, ele demonstrava recusa a fórmulas prontas.
Estudos, trabalho e os primeiros passos na música
Benito ingressou no curso de comunicação audiovisual. Ele estudou no campus de Arecibo da Universidade de Porto Rico. Para pagar os estudos, trabalhava empacotando compras em um supermercado.
Foi nesse período que começou a publicar músicas no SoundCloud. Em 2016, a canção "Diles" chamou atenção de produtores. As ligações chegavam enquanto ele ainda trabalhava no caixa.
Após conhecer o empresário Noah Assad, a estratégia mudou. Em vez de buscar gravadoras, apostaram em singles e vídeos no YouTube. A decisão foi crucial para construir uma carreira independente.
A construção de uma carreira fora do padrão
O nome artístico surgiu de forma inesperada. Bad Bunny se inspirou em uma foto da infância vestido de coelho. A expressão irritada virou identidade e estratégia de marca.
Em 2017, ele participou de diversos singles de sucesso. "Pa Ti", "Sensualidad" e "Loco Pero Millonario" ampliaram sua visibilidade. No ano seguinte, veio a consagração definitiva.
"I Like It", com Cardi B e J Balvin, liderou a Billboard Hot 100. Foi a primeira vez que Bad Bunny alcançou o topo mundial. O feito consolidou sua presença no mercado internacional.
O álbum de estreia "X 100PRE" saiu em dezembro de 2018. O disco mostrou versatilidade musical e identidade autoral forte. Ele venceu o Grammy Latino de Melhor Álbum Urbano.
Em seguida, lançou o EP "Oasis", ao lado de J Balvin. O projeto recebeu indicação ao Grammy e ampliou o alcance global. A parceria reforçou o protagonismo latino no cenário pop.
Bad Bunny e a consagração nos grandes palcos
Em 2020, Bad Bunny participou do intervalo do Super Bowl. Ele se apresentou ao lado de Shakira, Jennifer Lopez e J Balvin. Naquele momento, ainda não era a atração principal.
O mesmo ano marcou um ritmo criativo intenso. Bad Bunny lançou três álbuns em menos de doze meses. Todos alcançaram posições históricas nas paradas.
"YHLQMDLG" estreou em segundo lugar na Billboard 200. "Dakiti" permaneceu 27 semanas no topo do Hot Latin Songs. "El Último Tour del Mundo" estreou em primeiro lugar.
O Spotify o declarou Artista do Ano em 2020. Suas músicas ultrapassaram 8 bilhões de reproduções na plataforma. O sucesso refletia uma mudança de comportamento do público global.
A afirmação cultural como diferencial
Bad Bunny nunca escondeu o orgulho de sua identidade. Ele canta em espanhol porto-riquenho, sem suavizar sotaque. Essa escolha se tornou uma declaração política e cultural.
Em entrevistas, afirma não precisar mudar para ir longe. Para ele, autenticidade é parte central do sucesso. Cada álbum carrega identidade própria e proposta artística distinta.
Ativismo, posicionamento e impacto social
A música de Bad Bunny frequentemente traz mensagens sociais. Após o furacão Maria, ele lançou "Estamos Bien". A canção destacou a resiliência do povo porto-riquenho.
No programa de Jimmy Fallon, denunciou a falta de energia na ilha. Também abordou violência doméstica na música "Sólo de Mí". Em 2020, protestou contra a transfobia ao usar uma camiseta simbólica.
Durante a pandemia, cantou para profissionais de saúde em Nova York. Participou de protestos políticos em Porto Rico em 2019. Incentivou o voto antes das eleições americanas.
Sua fundação Good Bunny apoia crianças em situação de vulnerabilidade. Ele também investe em educação e ações comunitárias. O ativismo faz parte integral de sua imagem pública.
Moda, cinema e vida pessoal
Bad Bunny também construiu carreira fora da música. Ele colaborou com marcas como Adidas e Crocs.
Algumas coleções esgotaram rapidamente após o lançamento.
No cinema, atuou em "Narcos: México" e "Bullet Train". Em 2025, participou de produções com Adam Sandler e Austin Butler. A atuação ampliou sua presença no entretenimento global.
Na vida pessoal, manteve relacionamentos discretos. Namorou Kendall Jenner entre 2023 e 2024. Antes, teve relação longa com Gabriela Berlingeri.
Bad Bunny fala abertamente sobre gênero e identidade. Defende liberdade de expressão e recusa rótulos fixos. Essa postura amplia seu diálogo com diferentes públicos.
O Super Bowl como símbolo de uma nova era
Neste ano, Bad Bunny foi a atração principal do Super Bowl LX. O evento aconteceu em Santa Clara, Califórnia. Ele será o primeiro artista solo latino a liderar o show.
Em comunicado, afirmou que o momento vai além dele. O palco representa cultura, história e gerações anteriores. A conquista simboliza a consolidação da música latina global.
A trajetória de Bad Bunny mostra que identidade também é estratégia. Do supermercado ao Super Bowl, ele redefiniu possibilidades. E abriu portas para uma nova geração de artistas latinos.
Agora é com você!
Bad Bunny mostrou que autenticidade pode levar longe. Do supermercado ao Super Bowl, sem apagar a própria história.
E você, qual é a sua música favorita do Conejo Malo? E, se você for ao show, marque a Todateen nos seus looks e registros dessa experiência histórica. A gente quer ver você vivendo esse momento!