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O Estranho que Nós Amamos: "Foi bom inverter as coisas e fazer com que Colin Farrell fosse o objeto", avisa Sofia Coppola (Entrevista Exclusiva)

A diretora conversou com o AdoroCinema sobre as mudanças feitas em relação ao filme original.

15 jun 2017
10h41
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Um dos filmes mais aguardados do Festival de Cannes neste ano, sem sombra de dúvidas, foi O Estranho que Nós Amamos. Afinal de contas, não só era o retorno da diretora  Sofia Coppola ao evento como também a nova versão de um filme cultuado, dirigido por  Don Siegel e estrelado por  Clint Eastwood nos anos 1970, que também trazia uma forte carga de preconceito devido ao modo como retratava as mulheres.

Foto: Getty Images / AdoroCinema



"Conheci a história através de Anne Ross, nossa designer de produção e produtora do filme. Ela disse que eu precisava ver o filme e que achava que deveria fazer uma nova versão. Nunca tive a vontade de fazer uma refilmagem, mas, quando vi o filme, ele ficou na minha cabeça. Não esperava por aquilo"

, revelou Sofia Coppola, em entrevista concedida ao

AdoroCinema

.



"Comecei a pensar em como a trama é interessante, em como essa história de uma casa governada apenas por mulheres é contada pela perspectiva do estrangeiro que chega ali [na versão original]. Pensei que adoraria contar essa história pela perspectiva delas"

, disse a diretora.

"Li o livro, que é contado pelo ponto de vista das mulheres, e tratei de esquecer o filme para retomar essa premissa interessante e para entender como eu contaria essa história, que é meio que o outro lado da mesma moeda, dessa vez pela perspectiva delas."


As mulheres de "O Estranho que Nós Amamos"

Tal situação trouxe a

O Estranho que Nós Amamos

uma situação curiosa:  Colin Farrell era o único homem do elenco.

"Kirsten [Dunst] disse que não é normal ver um grupo de mulheres protagonistas. Foi bom inverter as coisas e fazer com que Colin fosse o objeto. Ele levou isso com muito humor. É preciso ser um homem de verdade para fazer isso."

Tamanho esforço foi recompensado com o prêmio de  melhor direção no Festival de Cannes, pela primeira vez entregue a uma mulher desde 1961. Com estreia nos cinemas brasileiros agendada para 10 de agosto,

O Estranho que Nós Amamos

conta ainda com Nicole Kidman,  Elle Fanning e  Angourie Rice no elenco. Confira a crítica do

AdoroCinema

!



AdoroCinema

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