Sem costeiro e tapa-sexo: problemas de Virginia podem prejudicar a Grande Rio? Veja regulamento
Terra analisou regulamento da LIESA e o manual do julgador para entender o assunto; saiba detalhes
A influenciadora Virginia Fonseca, de 26 anos, enfrentou problemas com sua fantasia durante sua estreia na Grande Rio, que desfilou na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, pelo Grupo Especial. Ao longo do percurso, ela abandonou o costeiro que pesava 12 kg e ainda teve problemas com o tapa-sexo.
A rainha de bateria da Grande Rio passou na frente do Módulo 4 de julgamento, já com a fantasia avariada, o que levantou dúvidas por parte do público se a escola será ou não prejudicada pelo desempenho dela.
De acordo com apuração do Terra, não há menção do termo 'rainha de bateria' no regulamento da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (LIESA), muito menos no manual do julgador. Em entrevistas, moças que já ocuparam o posto, como Aline Oliveira (Mocidade Alegre) e Dani Sperle (Cubango), já afirmaram que a figura da rainha de bateria sequer é avaliada pelo seu desempenho.
Dito isso, a expectativa de que a escola perca pontos por causa dos perrengues de Virginia é baixa.
Entenda
No manual do julgador, há apenas menção aos 9 quesitos tradicionais. Em Fantasia, onde Virginia Fonseca enfrentou problemas durante seu desfile pela Sapucaí, de acordo com o documento, deve-se analisar beleza, criatividade, diversidade e acabamento dos trajes usados pelos elementos da escola, com a nota podendo variar de 9 a 10 pontos, sendo a nota dividida em 2 subquesitos: Concepção e Realização.
Na Concepção, o julgador deve comparar a fantasia ao enredo e seu entrosamento para representar partes da narrativa proposta. Já na Realização, o texto aponta que deve ser analisado entrosamento dos materiais e das cores, além dos cuidados tomados na confecção que ajudam numa boa evolução da escola. A uniformidade do conjunto das alas também é um critério que é levado em consideração pelo avaliador.
Punição apenas é recomendada quando houver 'falta significativa' de complementos originalmente propostos na fantasia, como um chapéu, sapato, entre outros acessórios, dentro de uma mesma ala. Outro caso de penalidade, este mais próximo da influenciadora, é caso a bateria da escola de samba, ou seja, o grupo de no mínimo de 150 ritmistas, seja apresentada na Avenida sem uniformidade nos figurinos.
O regulamento ainda propõe que não devem ser considerados pelo avaliador, no quesito Fantasia, os figurinos que compõem alegorias, a comissão de frente e o casal de mestre-sala e porta-bandeira. Neste caso, estes três fundamentos possuem jurados próprios para este critério de apresentação.
E como fica, Virginia?
Dito isso, sabe-se que ao menos um jurado viu a influenciadora com a fantasia sem costeiro. Porém, como o regulamento é impreciso com a avaliação, não dá para cravar se a escola perderá ponto ou não.
Já sobre o tapa-sexo, a LIESA proíbe genitália à mostra, com penalidade de 0,5 ponto. Entrentanto, o acessório da influenciadora descolou, mas não deixou a região à mostra, o que pode não ser contabilizado pelo júri.
*A cobertura de carnaval do Terra tem apoio de Bluefit, Gol, Magalu, Mercado Pago, OMO, e Popeye's #TerraNoCarnaval
