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Vai-Vai segue receita de escola carioca para triunfar em SP

2 mar 2019 - 22h08
(atualizado em 3/3/2019 às 00h19)
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No ensaio de carnaval da escola de samba Vai-Vai, em São Paulo, Érika Januza apostou no look metalizado
No ensaio de carnaval da escola de samba Vai-Vai, em São Paulo, Érika Januza apostou no look metalizado
Foto: AGNews, Leo Franco / PurePeople

O enredo deste ano da Vai-Vai tem como enredo o “Quilombo do Futuro”, e ao que tudo indica, a agremiação vai seguir os passos da escola carioca Paraíso do Tuiuti, que fez sucesso com um desfile chocante, emocionante e repleto de ironias no ano passado. O tema foi a escravidão e seus reflexos, e além de uma comissão de frente que conquistou a internet, ela trouxe também os “manifestoches” e o “presidente vampiro”.

Com uma temática que por si só vai causar polêmica, a Vai-Vai conta com dois nomes de peso no time das musas: a sambista Vanessa Marcos e a atriz Erika Januza. Além de escrachar a discriminação racial no Brasil, a escola paulista traz elementos de religiões africanas. A própria Vanessa desfilará careca após ter passado por um ritual de renascimento característico de sua religião, o candomblé.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Uma publicação compartilhada por Erika Januza (@erikajanuza) em

Apesar de não ter vencido o Carnaval do Rio, e sim ficado na segunda colocação, a Tuiuti ocupou todas as manchetes e foi parar nos trending topics do Twitter, recebendo uma visibilidade enorme.

A Vai-Vai é de longe a maior ganhadora do Carnaval de São Paulo, com quinze títulos conquistados de 1978 para cá.

Confira o samba-enredo:

É que eu sou da pele preta

Quilombo do povo

Sou Vai-Vai

Um privilégio que não é pra qualquer um

Protegido e abençoado por Ogum

Axé, eu sou a negra alma do Bixiga

Herança que marcou a minha vida

Tem que respeitar minha raiz

O Orum vai desvendar toda verdade

Pra resgatar a nossa identidade

Das linhas que a história apagou

África negra, mãe da humanidade

Nas marcas de um passado tão presente

A luta que Mandela ensinou

É a força de lutar por nossa gente

Clamando a justiça de Xangô

Ô Inaê, Rainha do mar

Alodê, Iabá, Odoyá

Cuida de mim, mamãe, leva meu pranto

Em seus braços o meu acalanto

Ecoa o grito forte da senzala

Nos olhos brilha um novo amanhecer

Aruanda ê, Aruanda

Trago a força de Palmares

Pra vencer demanda

A liberdade é minha por direito

Não vamos tolerar o preconceito

Somos todos irmãos

E a luz da razão vai nos guiar

Sorrir, sim, nós podemos sonhar

Pois temos um futuro pela frente

Punhos cerrados a Saracura está presente

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Fonte: ED
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