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Imperatriz espalhou dinheiro, mas teve problema no abre alas

Escola foi a penúltima desfilar pela Marquês de Sapucaí

4 mar 2019
07h01
atualizado às 07h20
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A Imperatriz Leopoldinense levou a história do dinheiro para a Marquês de Sapucaí. Jogou cerca 800 mil notas falsas de R$ 100 à plateia, coloriu a avenida de dourado, mas não foi agraciada pela sorte em seu desfile, o penúltimo do primeiro dia do grupo especial. Com pouco mais de dez minutos de apresentação, o carro abre alas 'A lenda do rei Midas' parou ainda na concentração, comprometendo a harmonia.

Enquanto as primeiras alas avançavam, se distanciando da maior parte da escola que sequer tinha colocado os pés na Sapucaí, técnicos tentavam resolver o problema. Foi preciso soltar a primeira parte do carro e empurrá-lo manualmente para a Imperatriz conseguir avançar. E foi assim até o fim: o abre-alas parando de tempos em tempos e sendo movimentado 'no braço' pelo pessoal de apoio, enquanto os integrantes das alas corriam para tapar buracos que iam se formando ao longo da pista.

Parte do desfile da Imperatriz, que teve problemas no abre alas
Parte do desfile da Imperatriz, que teve problemas no abre alas
Foto: Allan Carvalho / Futura Press

Com o enredo 'Me dá um dinheiro aí', a escola de Ramos apostou na crítica à ambição desenfreada. Para contar essa história, retornou aos tempos de escambo entre portugueses e índios; passeou pela escravidão, ao trazer um navio negreiro para a Sapucaí; tratou do consumo desenfreado proporcionado pelo cartão de crédito. Mas pecou nos recursos estéticos e acabamento - as fantasias estavam mal acabadas e pouco criativas.

A exceção foi a comissão de frente que, com um Robin Hood 'voador' sobre a plateia, conseguiu animar. Outro destaque foi a musa Ketula Mello. Ela recorreu a uma careca falsa e pela primeira vez desfilou com os seios nus para viver uma guerreira africana.

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Estadão
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