Além de Virgínia: 7 famosas que sofreram com o costeiro na Sapucaí
O brilho das fantasias esconde desafios técnicos e quilos de pressão; entenda como as estrelas lidam com o peso das estruturas na avenida
A estreia de Virgínia Fonseca como musa na Sapucaí trouxe à tona um desafio clássico do Carnaval: o peso do costeiro.
Embora o visual seja deslumbrante, a estrutura que sustenta penas e pedrarias pode pesar entre 15kg e 40kg. Ou seja, o Carnaval é pura superação, e o sorriso no rosto muitas vezes esconde quilos de pressão nos ombros.
Além de Virgínia, outras famosas provaram que são verdadeiras guerreiras da avenida ao enfrentar problemas com suas fantasias luxuosas.
As guerreiras da avenida e o peso do luxo
Diversas celebridades já passaram por momentos de tensão e dor física durante o desfile.
A estrutura do costeiro, essencial para o volume da fantasia, é a maior vilã quando o assunto é conforto térmico e mobilidade.
Paolla Oliveira e Sabrina Sato
Paolla Oliveira, ex-rainha da Grande Rio, já enfrentou momentos em que o costeiro simplesmente não abria.
O estresse com o capacete conectado à estrutura das costas exige um controle emocional gigante para não perder o passo do samba.
Já Sabrina Sato é mestre em disfarçar a dor. A apresentadora acumulou episódios em que a estrutura machucou seus ombros a ponto de sangrar.
Mesmo com o ferimento, ela nunca interrompeu a performance, mantendo o carisma intacto.
Viviane Araújo e Adriane Galisteu
A "rainha das rainhas", Viviane Araújo, lida anualmente com o equilíbrio.
Em desfiles do Salgueiro, o tamanho excessivo das penas já gerou instabilidade no samba da atriz. Além de exigir um esforço físico redobrado nas pernas para sustentar o peso do costeiro.
Adriane Galisteu também possui um histórico de fantasias que "brigavam" com seu movimento.
Estruturas rígidas demais podem limitar o gingado. Isso transforma o desfile em uma luta constante entre o corpo da artista e o metal da roupa.
Outros casos marcantes de superação
Jojo Todynho também já relatou grandes dificuldades com o peso da estrutura somado ao calor intenso do Rio de Janeiro. O cansaço extremo é um adversário tão forte quanto o cronômetro da escola.
Lore Improta e Paloma Bernardi também integram essa lista. Lore já detalhou dores intensas e ajustes desesperados feitos ainda na concentração.
Já Paloma quase foi derrubada na avenida quando o peso do seu costeiro a puxou para trás em um momento de desequilíbrio.
Lado B: as marcas de guerra
Por trás do glitter, o corpo das famosas sofre as consequências. É comum ver fotos de hematomas profundos e cortes nos ombros após o desfile.
O impacto do metal contra a pele, durante uma hora de movimento, é agressivo. Para tentar amenizar, as equipes de figurino utilizam truques de bastidores.
Espumas de alta densidade e placas de silicone são escondidas sob as alças para reduzir o atrito e evitar que o costeiro cause ferimentos mais graves.
Por que as fantasias falham?
Existe uma engenharia complexa por trás de cada peça. O movimento do samba gera uma força centrífuga que a estrutura, às vezes, não suporta.
Parafusos podem soltar e hastes de ferro podem entortar sob a pressão do peso das penas. Nesses momentos, a equipe de apoio é fundamental.
Os "seguranças da fantasia" correm pela lateral da pista com alicates e fitas, prontos para apertar qualquer parafuso que ameace ceder em plena Sapucaí.
O show tem que continuar
O profissionalismo dessas mulheres é o que garante a magia do espetáculo.
Mesmo com a estrutura caindo ou machucando a pele, elas mantêm a pose, o sorriso e o samba no pé, honrando a comunidade e o cargo que ocupam.
No final, o costeiro pesado é apenas um detalhe perto da paixão pelo Carnaval. Cada marca deixada no corpo acaba se tornando um troféu de uma jornada de dedicação e amor à escola de samba.