Sítio recria vilarejo rural do século 19 em Campina Grande
Um engenho de cana-de-açúcar, uma olaria, um poste com iluminação a querosene... passear pelo Sítio São João, em Campina Grande é como fazer uma viagem no tempo, rumo a um vilarejo rural do Nordeste do século 19. O local é uma cidade cenográfica em tamanho natural criada há 17 anos pelo cenógrafo e dramaturgo paraibano João Dantas. A ideia deu tão certo que o vilarejo se tornou uma das atrações das festas juninas na cidade.
O espaço tem vários elementos, como a casa principal com armazém, bodega, igreja e cruzeiro, presentes nos vilarejos antigos. Além disso, o local tem casa de farinha, produção de sisal, engenho de almanjarra (de tração animal) e engenho motriz de cana-de-açúcar com produção artesanal de rapadura e cachaça. Tem também barbearia, delegacia, pensão, tipografia e cordelaria (oficina de produção de cordel), olaria, casa do ferreiro, da palha e do couro, flandilaria (zinco para fazer utensílios domésticos), currais, plantações, postes com iluminação a querosene, um pequeno parque de diversões com argolinhas, canoas, carrossel, pau-de-sebo e uma palhoça, onde são realizadas as apresentações musicais no sítio.
A arquitetura é típica do interior nordestino nos ciclos da farinha, do couro, da cana de açúcar e do algodão. Além disso, os utensílios, mobília, víveres, adereços e animais são reproduções dos usados naquela época. Segundo o idealizador João Dantas, são quase 6.000 peças originais do período. “Foram peças que fui juntando ao longo de 40 anos. O engenho tem 200 anos e a casa de farinha tem 150 anos. Os dois funcionam perfeitamente bem até hoje”.
Os visitantes podem ver esses utensílios em uso e ainda têm ainda a oportunidade de realizar atividades comuns da vida do homem nordestino, como cevar a mandioca e torrar a farinha, moer a cana-de-açúcar e fazer a rapadura e a cachaça, cortar o sisal para fazer cordas, moer o milho, torrar o café, debulhar o feijão e ordenhar o gado.
Atrações à parte, os trios de forró, repentistas, declamadores de poesia nordestina e a Banda de Pífanos de Campina Grande animam o passeio. No local ainda é possível encontrar exposições e comprar roupas e cordéis.
No sítio também há restaurantes, que a partir das 11h servem comidas típicas preparadas em panelas de barro no fogão a lenha. O açúcar, a farinha, a rapadura, o caldo de cana e outros produtos são produzidos nos próprios engenhos do local. A expectativa de Dantas é que 200 mil pessoas visitem o sítio neste ano.
Serviço:
Funcionamento: até 7 de julho
Horário: 10h à meia-noite
Endereço: Avenida Manoel Tavares, s/n - Bairro Alto Branco
Ingressos: R$ 2 a R$ 5