Script = https://s1.trrsf.com/update-1770314720/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Obra de Ernesto Sábato está entre as fundamentais da Argentina

30 abr 2011 - 12h46
(atualizado às 16h28)
Compartilhar

O escritor argentino Ernesto Sábato, Prêmio Cervantes de Literatura em 1984, que morreu neste sábado (30) aos 99 anos, escreve três romances que estão entre as obras fundamentais da literatura da Argentina, além de vários ensaios.

Autor argentino morreu aos 99 anos em sua residência de Santos Lugares, em Buenos Aires
Autor argentino morreu aos 99 anos em sua residência de Santos Lugares, em Buenos Aires
Foto: EFE

Os três romances são O Túnel (1948), no qual o autor submerge na alma humana com uma história de amor e morte; Sobre heróis e tumbas (1961), no qual mostra os últimos personagens de uma família da oligarquia e as obsessões do homem contemporâneo; e Abaddón o exterminador (1974), mais autobiográfico.

A obra completa de Sábato, um dos principais expoentes da intelectualidade argentina do século XX, inclui ainda ensaios, sobre temas filosóficos, científicos, culturais e políticos, além de sua constante preocupação com os direitos humanos.

O primeiro ensaio foi Nós e o universo (1945), seguido por Homens e Engrenagens (1951), Heterodoxia (1953) e O caso Sabato. Torturas e liberdade de imprensa. Carta aberta ao general Aramburu (1956).

Também escreveu O outro rosto do peronismo (1956), O escritor e seus fantasmas (1963), Tango, discussão e chave (1963), Romance da morte de Juan Lavalle (1966), Significado de Pedro Henríquez Ureña (1967) e Aproximação à literatura de nosso tempo: Robbe-Grillet, Borges, Sartre (1968).

Sua obra se completa com os ensaios A cultura na encruzilhada nacional (1973), Diálogos com Jorge Luis Borges (1976), Defesas e Recusas (1979), Os livros e sua missão na liberação e integração da América Latina (1979), Entre a letra e o sangue (1988), Antes do Fim (1998), A Resistência (2000) e Espanha nos diários de minha velhice (2004).

Além disso, convocado pelo então presidente Raúl Alfonsín (1983-89), o governante da transição democrática, encabeçou a comissão de notáveis que compilou centenas de depoimentos de familiares e vítimas da ditadura (1976/83) que figuraram no célebre Nunca Mais. Relatório da Comissão Nacional sobre o Desaparecimento de Pessoas (Conadep), editado em 1985.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra