Intervenções artísticas têm objetivo de salvar vidas
O artista plástico Eduardo Srur, que se destacou na ‘Cow Parade’, faz exposições colaborativas desde 2002; conheça o trabalho dele
Conhecido por suas intervenções urbanas, Eduardo Srur iniciou sua trajetória na pintura há 18 anos. A partir de 2002, descobriu o mundo das intervenções urbanas e, desde então, tem criado exposições temporárias em espaços públicos, alterando a paisagem da cidade e convidando o outro a intervir nesses espaços. “Meu trabalho está sempre provocando e convidando o próximo a fazer parte do processo, não só criativo, mas também construtivo”, relata Srur.
Sua próxima intervenção está marcada para 10 de junho e o site do artista já anuncia: “A cidade vai ficar mais colorida”. Srur também é responsável por obras de sucesso como o Touro Bandido, exposto na Cow Parade, em São Paulo.
Projeto recente: em prol da doação de sangue
A campanha 'Dou Sangue pelo Brasil', realizada pela Johnson & Johnson entre os meses de março e maio, propôs uma maneira diferente de estimular a doação de sangue: com o objetivo de “salvar um Maracanã de Vidas” ou 80 mil pessoas, o Tour do Carinho percorreu as 12 cidades-sede da Copa do Mundo FIFA 2014, onde recebeu mais de 20 mil doações. A cada cidade, quem doava sangue se deparava com as enormes Bolsas de Carinho, obras criadas pelo artista plástico Eduardo Srur, 40 anos.
“A ideia foi ativar a campanha Tour do Carinho de uma forma lúdica e colaborativa, que fizesse as pessoas entender a importância da doação de sangue de uma maneira diferente e próxima”, explica o artista.
A intervenção artística foi composta por quatro bolsas de sangue de quatro metros de altura, que foram sendo preenchidas conforme as doações de sangue iam ocorrendo. Durante a doação, o voluntário podia apertar um coração de vinil com os dizeres “Carinho Inspira Carinho”, que ajudava no bombeamento do sangue. Ao final do procedimento, assinava seu nome nele e a peça era colocada dentro da bolsa gigante – a Bolsa de Carinho.
Cada Bolsa de Carinho preenchida continha cinco mil atos de carinho, que poderiam salvar 20 mil vidas. Juntas, as quatro bolsas representaram mais de 20 mil doações, que ajudaram a salvar 80 mil pessoas – o equivalente a um “Maracanã de vidas”.
“Gostei muito do convite para participar dessa campanha porque a iniciativa foi inteligente e louvável, de conscientizar o público da importância de doar sangue. Tenho certeza de que algumas pessoas foram tocadas pela intervenção e fizeram uma doação pela primeira vez. Mas o brasileiro não tem esse hábito. O público é muito anestesiado, é preciso estar constantemente chamando a atenção para esta necessidade”, frisa Srur.